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Criança de 10 anos sobrevive após ter pescoço cortado por linha de cerol em Camaragibe

Em relato nas redes sociais, família desabafou sobre o caso e o medo de perder a criança, que apenas brincava na área externa de um condomínio

Por JC Publicado em 29/12/2025 às 22:05 | Atualizado em 29/12/2025 às 22:06

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O que deveria ser um passeio familiar de bicicleta em um condomínio em Aldeia, Camaragibe, transformou-se em um cenário de horror na quarta-feira, 17 de dezembro de 2025. Um menino de 10 anos sofreu um grave ferimento no pescoço provocado por uma linha de cerol, material cortante proibido utilizado em pipas, enquanto pedalava na companhia de seus pais.

De acordo com o relato da mãe, o incidente ocorreu de forma súbita. Após cair da bicicleta, o menino começou a gritar em desespero, perguntando o que havia atingido seu pescoço. O pai, que filmava o passeio, correu em direção ao filho e deparou-se com a gravidade da lesão: o pescoço da criança estava rasgado. Em um gesto instintivo, o pai cobriu o ferimento com a mão para evitar que a mãe entrasse em choque e orientou que ela buscasse o carro imediatamente.

O resgate e o alívio

Durante os momentos de profunda angústia que se seguiram, o pai carregou o filho nos braços, chegando a acreditar que o perderia. Ao estancar o sangue com uma camisa e verificar o corte sob a luz de um poste, percebeu que a jugular parecia estar intacta, o que trouxe um sopro de esperança à família. Após uma tentativa frustrada de encontrar uma vizinha enfermeira, a criança foi levada às pressas para o hospital.

No hospital, o menino recebeu 11 pontos. O cirurgião responsável pelo atendimento destacou a sorte da vítima, afirmando que o corte passou a milímetros de estruturas vitais importantes. Embora a criança esteja fisicamente bem, a família ainda lida com o trauma psicológico do evento, segundo o relato dos pais nas redes sociais.

O caso serve como um alerta crítico sobre os perigos do uso de cerol e linhas chilenas, práticas que continuam a causar mutilações em animais e a ceifar vidas humanas. A mãe da vítima questiona a "estupidez" e a competitividade por trás do uso desses materiais.

Em um apelo emocionante, ela defende que o céu deve ser um espaço para todos, sem a necessidade de vencedores ou perdedores: "Quantas vidas mais serão interrompidas brutalmente porque alguém acreditou que é preciso ganhar e que só pode haver um vencedor?".

 

 
 

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