Pernambuco | Notícia

Governo de Pernambuco atribui atrasos em obra de barragem à gestão anterior

Levantamento do TCE apontou que as obras paralisadas nas áreas de abastecimento de água e recursos hídricos custam mais de R$ 1 bi aos cofres públicos

Por Laís Nascimento Publicado em 22/12/2025 às 13:46

Clique aqui e escute a matéria

O Governo de Pernambuco responsabiliza a gestão anterior pelo atraso em obras de barragens no estado.

Um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) analisou obras de construção, reforma e iluminação pública executadas por diferentes entes públicos e apontou que as obras paralisadas nas áreas de abastecimento de água e recursos hídricos custam mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Dentre as intervenções indicadas pelo TCE estão a construção da barragem Igarapeba, no município de São Benedito do Sul, na Mata Sul do Estado, no valor de R$ 136 mi.

Por meio de nota, a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco informou que as obras da barragem Igarapeba foram iniciadas em 2013, durante a gestão Eduardo Campos (PSB), e paralisadas em 2015, na gestão Paulo Câmara (PSB).

“Após uma década de abandono, a atual gestão do Governo de Pernambuco – iniciada em 2023 -, priorizou sua conclusão, promovendo, inicialmente, a atualização de seu projeto”, diz o texto.

A infraestrutura é parte do Sistema de Controle de Enchentes da bacia do Rio Una, atuando na proteção contra inundações dos municípios de São Benedito do Sul, Jaqueira, Maraial e Catende e contribuindo para a proteção dos municípios de Palmares, Água Preta e Barreiros.

Além disso, a barragem deve reforçar o abastecimento de água do município de São Benedito do Sul e do distrito de Igarapeba, beneficiando aproximadamente 186 mil habitantes.

A retomada das obras foi anunciada em parceria com o Governo Federal apenas em dezembro deste ano.

O Governo de Pernambuco aponta, ainda, que o projeto da barragem de Barra de Guabiraba, localizada na bacia do Rio Sirinhaém, está em processo de atualização a ser concluído neste mês.

Orçada no valor de R$ 61 milhões, a obra já custou R$ 16,5 mi aos cofres públicos e, segundo a gestão estadual, tem retomada prevista para abril de 2026.

Já a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), também vinculada ao Governo do Estado, informou que a paralisação da ampliação da Adutora do Oeste ocorreu durante a gestão anterior, ainda em 2014.

“À época, atrasos significativos nos repasses previstos na Portaria Interministerial nº 130/2013 comprometeram o fluxo financeiro, provocaram a desmobilização das empresas contratadas e resultaram na rescisão dos contratos”, diz o texto.

Com quase R$ 23 mi de investimentos do poder público, a retomada da obra dependeria da conclusão do Ramal de Entremontes, obra sob responsabilidade do Governo Federal, e estaria “condicionada a novos estudos técnicos que estão sendo desenvolvidos para garantir funcionalidade ao sistema e à obtenção de nova fonte de recursos, além da garantia da funcionalidade do sistema por meio da execução do Ramal de Entremontes”.

Compartilhe

Tags