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Aluguel caro no Recife; homicídios aumentam em agosto; alerta para arboviroses. Comece o dia bem informado

Veja as principais notícias do Jornal do Commercio na manhã desta quinta-feira (16)

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Vanessa Moura

Publicado em 16/09/2021 às 8:00 | Atualizado em 16/09/2021 às 8:18
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Confira tudo o que você precisa saber para começar o dia bem informado

Aluguel: Recife é a 2ª cidade mais cara do País; veja os preços por bairro

O Recife, no último mês de agosto, passou a ser a segunda capital do País com o metro quadrado mais caro para aluguel residencial, de acordo com os dados do FipeZap. Com base em dados de 25 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial, o preço médio do aluguel encerrou o mês de agosto em R$ 30,78/m² no País. Comparando-se a apuração nas 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com o preço de locação mais elevado (R$ 39,19/m²), seguida pelo Recife (R$ 33,78/m²). 

No acumulado de 12 meses,  a capital pernambucana é a cidade com a maior variação no preço do aluguel residencial, acumulado alta de 9,72%. No ano,  segue em segundo lugar (+6,70%), atrás apenas de Curitiba (+8,39%), no Paraná. 

Até agosto de 2021, o Índice FipeZap de Locação Residencial acumula uma alta de 1,27% no ano, resultado que mantém o comportamento do preço do aluguel de imóveis residenciais abaixo da inflação acumulada pelo IPCA/IBGE (+5,67%) e pelo IGP-M/FGV (+16,75%). 

Veja o preço do aluguel por bairro, segundo o FipeZap

'Não adianta só a polícia prender muita gente', diz socióloga sobre violência em Pernambuco

Os índices de violência voltaram a preocupar. Apesar de acumular neste ano uma redução de 12,6% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam os homicídios e latrocínios, Pernambuco acendeu o sinal de alerta. No último mês de agosto, 286 pessoas foram assassinadas. No mesmo período do ano passado, foram 263. Os roubos e furtos também apresentam tendência de alta no Estado.

Por meio de nota, o secretário de Defesa Social (SDS), Humberto Freire, comentou o aumento das mortes violentas em agosto. "Tivemos um aumento de 8,7% no mês, mas, em razão de 7 meses consecutivos de retração dos CVLIs ao longo do ano, verificamos uma redução percentual importante no acumulado, acima da meta do Pacto pela Vida", disse. No total, 2.227 pessoas foram mortas nos primeiros oito meses do ano. Já no mesmo período de 2020, foram 2.548 vítimas.

"Sabemos que temos muito a fazer para aprimorar o trabalho da segurança pública. Por isso, colocamos em prática, neste mês de setembro, novas estratégias. Foi antecipada a Operação Verão 2021 da PMPE (Polícia Militar), com reforço de 2.500 postos de trabalho", informou Freire. O reforço a que o gestor estadual se refere é de aumento do número de plantões extras dos policiais militares para trazer mais segurança às ruas.

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Oito bairros do Recife estão com risco muito alto de infestação pelo Aedes, que transmite chicungunha, dengue e zika

A capital pernambucana já notificou este ano 20.491 casos suspeitos de arboviroses, sendo 7.937 registros de pessoas que adoeceram com sintomas de dengue, 12.153 de chicungunha e 401 de zika. Entre eles, foram confirmados 4.228 casos de dengue e 9.167 chicungunha. Os dados são do boletim epidemiológico de arboviroses mais recente da cidade e leva em consideração o acumulado do ano até o dia 21 de agosto. Em comparação com mesmo período de 2020, houve aumento de 364% dos casos notificados e de 444% das confirmações de arboviroses. 

Segundo o diagrama de controle, divulgado pela Secretaria de Saúde do Recife, com base na série histórica de casos prováveis de dengue, a taxa de detecção deste ano se encontra acima do limite máximo esperado. Outro detalhe que requer atenção é que, quanto à curva epidêmica dos casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de chicungunha, o ano de 2021 sobressaiu-se em relação ao número de casos prováveis de 2020 e 2019. Também este ano foram notificados nove óbitos suspeitos por arboviroses: um foi confirmado para dengue, quatro foram descartados e os demais seguem em investigação. 

MARCOS PASTICH/PCR
Pneus velhos abandonados estão entre os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti - MARCOS PASTICH/PCR

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