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Laudo aponta que Patrícia Roberta foi morta por asfixia por esganadura

Patrícia viajou para João Pessoa no dia 23 de para encontrar Jonathan Henrique, de 23 anos, um antigo amigo, que, hoje, é indiciado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver contra a vítima e está preso

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Bruna Oliveira

Publicado em 04/06/2021 às 9:13 | Atualizado em 04/06/2021 às 9:22
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Após exames, o Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa constatou que a vendedora Patrícia Roberta, de 22 anos, foi morta por asfixia por esganadura. O corpo da jovem, moradora município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foi encontrado pela polícia no dia 27 de abril, na Paraíba, depois da mulher viajar para o Estado para se encontrar com um antigo amigo, Jonathan Henrique, de 23 anos, suspeito de ter cometido o crime. Em entrevista à TV Jornal Interior na manhã desta sexta-feira (4), o pai da vítima, Paulo Roberto, deu detalhes sobre o laudo.

De acordo com Paulo, o documento entregue pelo advogado, já que o caso corre sob segredo de justiça, diz que a "a vítima sofreu processo de asfixia por constrição cervical". A asfixia por constrição cervical ocorre por meio da compressão da região do pescoço, que provoca a interrupção do fluxo de oxigênio e leva a vítima em um primeiro momento à inconsciência e depois, consequentemente, à morte.

"Minha filha tinha por volta de 1,55 metro de altura. Eu fico pensando, um cara de 1,91 metro de altura, em cima de uma menina franzina, o quanto ela desejou não ter ido nessa viagem", lamentou o pai de Patrícia.

No dia em que Patrícia foi encontrada, peritos encontraram uma lista com nome de mulheres no apartamento do principal suspeito. Nessa lista também constava o nome de Patrícia. Para Paulo, o sentimento que fica, agora, junto ao vazio, é o de justiça. A justiça vai ser feita. Não só por Patrícia, mas por todos os nomes que estão ali. Tem muita coisa a ser revelada", declarou.

Jonathan Henrique está preso desde o dia 27 de abril; ele foi indiciado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Ivyna Oliveira, ex-namorada de Jonathan, foi indiciada por ocultação de cadáver. A reportagem do JC entrou em contato com Polícia Civil da Paraíba, mas o órgão afirmou que não irá se pronunciar sobre o laudo, já que o caso está sob segredo de justiça.

Crime

Dois dias depois de ter saído de Caruaru, em 25 de abril, a vendedora se mostrou aflita numa troca de mensagens de WhatsApp com a mãe, porque estaria trancada no apartamento de Jonathan. Depois, avisou que estava tudo bem e não respondeu mais.

Na madrugada do dia 27 de abril, vizinhos entraram em contato com a polícia para denunciar terem visto o suspeito saindo do prédio com um tonel de lixo em um carrinho de mão. Uma vizinha teria seguido e visto quando o tonel caiu, e desconfiou que pudesse se tratar de um corpo. Pouco depois, o suspeito foi filmado por câmeras de segurança saindo de moto levando o mesmo volume estranho.

O corpo, que estava com fitas isolantes e sacos plásticos, foi encontrado a cerca de dois quilômetros do prédio onde o tatuador mora. Isso aconteceu horas após familiares da vítima procurarem a Delegacia de Homicídios de João Pessoa para registrar uma queixa de seu desaparecimento.

O sepultamento da jovem aconteceu no dia 29 de abril no cemitério de Caruaru. Por causa do avançado estado de decomposição, o caixão permaneceu lacrado e o velório foi feito de forma rápida.

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