Voz do Leitor, 06/12: Precariedade do asfalto da rampa de acesso ao TIP
Nos filmes e séries norte-americanos, veteranos de guerra são frequentemente cumprimentados com a frase "Obrigado pelos seus serviços"
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Precariedade do asfalto da rampa de acesso ao TIP
O asfalto da rampa de acesso ao Terminal Integrado de Passageiros (TIP), localizado no bairro de Várzea, na Zona Oeste do Recife, encontra-se em péssimo estado. Os taxistas que trabalham no local tentaram, em vão, fazer uma operação tapa buraco de improviso, colocando pedras nas fendas. Não sei de quem é a responsabilidade de recapear o asfalto, se é a Prefeitura do Recife ou o Estado. Espero que através desse canal importante a denúncia chegue até as autoridades para que tomem uma providência.
Érique Medeiros, por e-mail
Corpo de Bombeiros incomunicável
Estou necessitando resolver uma questão de pagamento no Corpo de Bombeiros de Pernambuco, desde quarta-feira (3), e não consigo simplesmente porque ninguém atende as minhas ligações. Liguei para o número de Atendimento ao Contribuinte (3182-9126), ninguém atende; (81) 99488-4223 (não chama, vai direto para caixa postal; 3182-9154, ninguém atende; 3182-9202, ninguém atende; o WhatsApp (81) 99488-4887, ninguém responde. Desse jeito fica difícil, pois até na página da web dos Bombeiros são esses os números disponíveis. Sinceramente, admiro demais e sou grato pelo importante trabalho dos bombeiros, pois são profissionais que salvam vidas. Mas no que se refere ao setor administrativo, são uma negação. Estou decepcionado.
Carlos Nóbrega, por e-mail
Educação
As políticas educacionais - e de certa forma toda política - buscam padrões de certeza, de previsibilidade, de garantia, de controle. Na medida em que são realizados investimentos públicos, é razoável que tais dimensões sejam consideradas. O problema é quando tais políticas se resumem, como muitas vezes se faz nos últimos anos, a operar com esses modelos. Tal escolha simplesmente não funciona. Não é com metas de aprendizagem medidas por exames em larga escala, evidências quantitativas de resultados das escolas, controle do trabalho de docentes e dirigentes nas escolas, tentativas de garantir um conhecimento neutro e desvinculado da vida das pessoas que se faz educação. Pelo menos, não é assim que se faz a educação que desejo para 2026. Desejo para a educação em 2026 mais investimento no salário e nas condições de trabalho dos docentes, mais compromisso e acordos pautados nas diferenças dos múltiplos contextos da escola e menos tentativas de uniformizar o que todas as escolas ensinam; menos crença nas métricas e fundamentos curriculares e mais solidariedade e atuação política pela justiça social e a democracia.
Alice Lopes, por e-mail
EUA precisam dos imigrantes
A declaração de Donald Trump reconhece algo que quem atua com imigração há anos já sabe: o mercado americano precisa de profissionais estrangeiros. É preciso atrair talentos. E, para isso, o importante é que esse processo ocorra dentro das vias legais, de maneira bem planejada. Não existe visto universal. O que existe é o projeto de vida e carreira de cada pessoa, e como ele se encaixa nos requisitos legais disponíveis. Quem quer construir uma carreira no exterior precisa fazer isso com planejamento e apoio técnico. A imigração legal é o único caminho seguro e sustentável.
Murtaz Navsariwala, por e-mail
Heróis sem rosto
Nos filmes e séries norte-americanos, veteranos de guerra são frequentemente cumprimentados com a frase “Obrigado pelos seus serviços”. Esse gesto simples simboliza reconhecimento coletivo e legitimação histórica. No Brasil, porém, soldados negros, indígenas e descendentes de africanos que lutaram na Guerra do Paraguai permanecem invisíveis. Apesar de representarem parte significativa das tropas brasileiras como mostrou Francisco Doratioto em “Maldita Guerra”, eles foram sistematicamente omitidos da narrativa oficial. Essa exclusão não é acidental. A identidade nacional foi construída com base em referências europeias, de acordo com Lilia Mortiz Schwarcz e Heloiza Murgel Starlingem “Brasil: uma Biografia”, ignorando contribuições afro-indígenas e reforçando uma ideia de heroísmo associada às elites brancas. A escravidão, sustentada por uma legislação que transformava pessoas em propriedade, dificultou qualquer reconhecimento posterior, mesmo quando esses indivíduos foram enviados ao front, como explicitado por Abdias Nascimento em “O genocídio do negro brasileiro". A abolição, tardia e sem medidas reparatórias, consolidou esse desligamento entre sacrifício e reconhecimento.
Edison Reis, por e-mail