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Restaurantes que marcaram - 4

Para matar a saudade de muitos leitores, continuo a lembrar os restaurantes de sucesso do Recife..........................................

Por JOÃO ALBERTO MARTINS SOBRAL Publicado em 05/06/2026 às 0:00 | Atualizado em 05/06/2026 às 11:34

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CASA D'ITALIA: Ficava numa área arborizada da Rua Fernandes Vieira, na Boa Vista, com uma gastronomia italiana comandada por Sergio Michelli, considerada a melhor da cidade. Tinha anexo um campo de futebol, usado em peladas por muitos nomes conhecidos. Depois, abriu uma casa em Boa Viagem, que tinha pouco charme, em nada lembrando a original, mas durou poucos anos.

BOI PRETO: Fez o maior sucesso, durante anos, no espaço do antigo Cassino Americano, no Pina. Era famoso por suas carnes exclusivas, buffet completíssimo, e pela competência do maître Valdemir Baldissera, que acabou se tornando sócio da rede Sal e Brasa. Durante um bom período, foi o preferido de políticos e empresários.

CHEZ GEORGES: Georges Thevoz, nascido na Suíça e formado na tradicional Escola Hoteleira de Lausanne, chegou ao Brasil inicialmente para trabalhar no Rio de Janeiro, mas acabou se estabelecendo em Pernambuco, onde construiu sua carreira e se tornou uma referência da chamada culinária "franco-pernambucana". Depois de criar o L'Atelier, em Olinda, conseguiu imenso sucesso, por muitos anos, com o Chez Georges, instalado num posto de gasolina no Pina. Transferiu a casa para a Praça do Jacaré, em Olinda, e depois para Casa Forte. Morreu em Gravatá, em 2019, aos 67 anos, cidade para onde se mudou depois de se aposentar.

LIBÓRIO: Comandado por Marcelo Libório, que começou com um restaurante em Porto de Galinhas, funcionou por 15 anos na Rua Malaquias, nos Aflitos, especializado em crepes e massas. Chegou a abrir uma filial em Setúbal, que também já fechou. As duas casas ficaram conhecidas por combinar pizzaria, creperia e restaurante italiano contemporâneo.

PESCATORE: Especializado em frutos do mar, tinha bela decoração e um cardápio de pratos sofisticados. Funcionou depois do Boi Preto, no Cassino Americano. Tinha como um dos sócios Leonel Rocha, fundador do Bargaço.

SOHO: Filial de uma casa de Salvador, que funciona até hoje na Bahia Marina, marcou época com uma culinária japonesa, até hoje lembrada por sua qualidade. Representou uma fase importante da gastronomia de Boa Viagem nos anos 2000. A casa funcionava na Avenida Conselheiro Aguiar, numa época em que os restaurantes japoneses sofisticados ainda eram novidade no Recife. O projeto arquitetônico foi um dos seus grandes diferenciais: pé-direito alto, mezanino suspenso por tirantes, cascata d'água atrás do bar e uma ambientação contemporânea que chamava muita atenção. Era um restaurante voltado para sushi, sashimi e gastronomia oriental contemporânea.

CLUB DU VIN: Pertencia a Ana Cecília Santos Leal. Misturava uma seleção fantástica de vinhos com uma cozinha de altíssimo nível. A proposta era diferenciada para o Recife da época: o cliente escolhia entre centenas de rótulos de vinho da loja e podia consumi-los no restaurante pagando apenas a taxa de serviço. A carta chegou a reunir entre 500 e 800 rótulos, algo incomum na cidade naquele período. O ambiente tinha perfil intimista, com poucas mesas, decoração inspirada em bistrôs europeus e móveis em estilo art déco. Um detalhe lembrado por muitos frequentadores eram as mesas produzidas com madeira de caixas de vinho. A casa era comandada por Marcos Nascimento, que levou toda a sua equipe para o The Black Angus. O Club du Vin chegou a ter uma segunda unidade, no Parnamirim.

GIO: Com decoração e culinária inspiradas numa casa que Julião Konrad descobriu em Buenos Aires, a Gio Pizzeria D.O.C. & Grill foi uma das casas que marcaram Boa Viagem nos anos 2000. Funcionava na Avenida Fernando Simões Barbosa e tinha a proposta de trazer para o Recife uma pizzaria inspirada no padrão napolitano, utilizando ingredientes importados da Itália. O consultor italiano Gennaro Cannone participou da concepção gastronômica da pizzaria, ajudando a estruturar a proposta de pizza napolitana autêntica. A casa utilizava tomates pelados, azeites, farinhas e queijos importados, algo que se transformou em importante argumento de marketing naquele momento da gastronomia recifense. No local, atualmente, está sendo construída a Casa do Cuscuz, do jogador Hulk.

João Alberto Martins Sobral, editor da coluna João Alberto no Social 1

 

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