Novo museu aproxima ciência e sociedade
O novo espaço adota um modelo inovador ao integrar, de forma direta, áreas expositivas e ambientes reais de produção científica......
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Com inauguração prevista para 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, o C - Museu de Ciências Exatas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) nasce com a perspectiva de avançar no conceito de museus de ciência, esses poderosos instrumentos de divulgação do conhecimento científico.
Instalado no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), o novo espaço adota um modelo inovador ao integrar, de forma direta, áreas expositivas e ambientes reais de produção científica. É a "museologia total", na qual a própria realidade se torna a palavra museológica.
Para além dos formatos tradicionais, o C propõe uma imersão no ambiente acadêmico. Em horários específicos, laboratórios estarão abertos à visitação, com participação direta de pesquisadores, tornando mais transparente o processo científico e permitindo ao público vivenciar esse universo de perto.
As atrações ocupam diferentes áreas do CCEN. No hall principal, um painel interativo apresenta pesquisas desenvolvidas por cada um dos professores do Centro, surpreendendo e revelando ao visitante a diversidade e o impacto das pesquisas realizadas nas áreas de Estatística, Física, Matemática e Química.
No pátio interno arborizado destaca-se o Planetário, cuja arquitetura, formada por duas cúpulas inspiradas nos hádrons — partículas fundamentais do Universo —, une ciência e estética. A cúpula maior abriga um projetor digital de alta definição, enquanto a menor reúne imagens do cosmos registradas por telescópios como Hubble e Webb. O piso convida o visitante a explorar conceitos ligados aos buracos negros.
Outra atração é o mini museu de ciência, uma bancada de experimentos interativos miniaturizados, em formato acessível e dinâmico. No espaço, estudantes de graduação e pós-graduação acompanham os visitantes, estimulando perguntas e discussões. A experiência privilegia a curiosidade e o aprendizado pelo impacto da descoberta.
O museu também abriga o Recanto Ricardo Ferreira, criado em homenagem ao químico pernambucano que teve papel importante no desenvolvimento científico de nosso estado. Além de resgate de histórias, o ambiente funcionará como espaço de convivência, descanso e atividades educativas conduzidas por monitores e professores.
O C se apresenta não apenas como mais um espaço expositivo, mas como um laboratório vivo de interação entre ciência e sociedade. O museu também evidencia o papel de Pernambuco no desenvolvimento científico, destacando o potencial de inovação e o impacto social das pesquisas do CCEN.
A expectativa é que a experiência inspire outras instituições a adotarem práticas semelhantes, ampliando o acesso e a compreensão da ciência no país. A proposta é estimular vocações, desmistificar a figura do cientista e apresentar a ciência como parte fundamental da cultura e ferramenta de transformação social. É a universidade de portas abertas para a sociedade.
*Antônio Carlos Pavão, Membro da Academia Pernambucana de Ciências e Idealizador do Museu C-