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O inesquecível show das "Rockettes"

A cidade de Nova York tem inúmeras atrações na temporada de Natal. Uma delas é o espetacular show "Radio City Christmas Spectacular"

Por JOÃO ALBERTO MARTINS SOBRAL Publicado em 26/12/2025 às 0:00 | Atualizado em 29/12/2025 às 11:27

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NOVA YORK: Entre as intermináveis atrações da temporada natalina da cidade está o "Radio City Christmas Spectacular", uma das grandes justificativas para Nova York se transformar, todos os anos, no maior palco natalino do mundo. Desde 1933, o show é uma tradição que atravessa gerações e se confunde com a própria identidade da cidade durante as festas de fim de ano. Não é apenas um espetáculo: é um ritual que marca o Natal na "Big Apple".

Já tinha visto o espetáculo em outras idas ao Natal de Nova York, mas a apresentação deste ano ultrapassou tudo o que se possa imaginar, celebrando os 100 anos das Rockettes, corpo de dança feminino conhecido pela precisão milimétrica dos famosos "high kicks". Cada número impressiona não apenas pela técnica, mas pelo sincronismo quase hipnótico, resultado de décadas de aperfeiçoamento.

O 'Radio City Music Hall', no Rockefeller Center, é uma joia "art déco" inaugurado em 1932. São exatos e impressionantes 5.933 lugares, todos com visão perfeita do palco. A organização é impecável, com vários funcionários orientando o público até seus assentos. Infelizmente, muitas pessoas chegam atrasadas e acabam atrapalhando, por alguns momentos, a visão de quem já está acomodado. As sessões, que acontecem de novembro até o final do ano, ficam sempre com todos os lugares ocupados. Em determinadas datas, chegam a ocorrer cinco apresentações por dia, o que gera filas enormes de pessoas enfrentando o frio terrível para assistir ao espetáculo.

O espetáculo, que dura exatos 90 minutos, mistura dança, música, cenografia grandiosa e tecnologia. Clássicos natalinos como "Santa Claus Is Comin' to Town" e "Let It Snow" embalam cenas que alternam humor, emoção e nostalgia. Um dos momentos mais aguardados é a tradicional recriação do presépio, com camelos, ovelhas e o verdadeiro significado do Natal apresentado de forma delicada e emocionante — um contraste intencional com o brilho e a grandiosidade do restante do show. No palco, 140 artistas circulam por um cenário criativo que se movimenta, gira e se transforma diante dos olhos da plateia. Ônibus de dois andares, soldados de brinquedo em tamanho real e projeções imersivas fazem o público viajar por uma Nova York idealizada, onde o Natal parece eterno.

Os ingressos são disputadíssimos, e o ideal é comprar pela internet. Nas bilheterias, é difícil encontrar disponibilidade: há filas enormes e poucas vagas. Os preços variam de US$ 50 (R$ 280), que costumam se esgotar no primeiro dia, até US$ 300 (R$ 1.700) para os ingressos premium (Orquestra/Mezanino Frontal). Vale destacar que o espetáculo conta com uma grande orquestra ao vivo. Na saída, eu — assim como, acredito, todos os que estavam no show — saí encantado, com a sensação de que jamais esquecerá o que viu.

Outra visita imperdível no Natal de Nova York são as Feiras Natalinas, espalhadas por toda a cidade, com barracas que vendem de tudo: roupas de inverno, itens de decoração, artesanato e, claro, comidas e bebidas. Fui conhecer a mais famosa delas, a Winter Village, no Bryant Park, localizada atrás da Biblioteca Pública, em uma imensa área. O espaço conta com uma grande árvore de Natal, pista de patinação no gelo e diversas barracas de comida, bebidas, presentes e enfeites natalinos.

As barracas são ocupadas por artesãos e designers locais, garantindo a oferta de presentes exclusivos, longe dos produtos das grandes lojas. É possível encontrar desde joias feitas à mão e peças de vestuário em lã até enfeites natalinos temáticos de Nova York. A gastronomia está bem representada, com crepes, sopas quentes, chocolate quente e a tradicional cidra quente (hot cider), essenciais para enfrentar o frio. Vale lembrar que, nesta época, os termômetros costumam girar em torno de zero grau, muitas vezes com temperaturas negativas.

João Alberto Martins Sobral, editor da coluna João Alberto no Social 1

 

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