Quem plantou a bomba?
Será que Seu Romão vai perguntar à Governadora Raquel Lyra quem plantou a bomba que torou o dedo do menino na sede do Sport? .....
Será que o Príncipe Regente da FPF vai culpar os Senadores da República? Ou foi a Torcida Organizada proibida de frequentar a Ilha por Martorelli, embora de péssima gestão que "nomeou" seu sucessor um rábula pior ainda? Organizada que garante as eleições de Romão? Haja cinismo!
No meu tempo de atleta e torcedor rubro-negro, de 1952 em diante - e lá se vão 73 aninhos - quem fazia a "segurança" do Sport eram seus remadores, geralmente universitários de famílias tradicionais e finamente educados. Entre eles não havia bandido nem vagabundo. Nenhum marginal ousava enfrentá-los pois não contavam com o apoio dos dirigentes, homens de bem, realizados profissional e socialmente. Nessa época o Sport tinha um "Oito Com" famoso, que ganhava sempre das ótimas guarnições do Náutico e do Barroso em regatas disputadas no Rio Capibaribe, assistidas por vibrantes torcidas. O patrão desse "Oito Com", guarnição conhecida como "Chavantes", era o lendário remador Homero, meu vizinho da Rua das Graças, cunhado de Alheiros, folclórico half esquerdo leonino. Os "Chavantes" eram respeitados até pela poderosa Coirmã do Vitória da Bahia, a célebre "Rainha do Mar".
Um dia Paulo Galego, valentão e desordeiro da Vila dos Bancários, (que tinha três excelentes jogadores de futebol, meus amigos Edgar Mattos, Lilíca e Arthur Oliveira) insultou Homero defronte do Colégio Damas e levou uma pisa de rinchar. Naqueles idos, ninguém escondia maldosamente bomba na sede do glorioso Sport Club do Recife (os "Chavantes" não eram santos, mas faziam milagre) e o nosso juvenil bicampeão invicto (54-55) deu: Manga pro Botafogo, Ney Pavão, pro futebol português, Odilon Maroja estudante de engenharia, a linha-media de bancários Ziza, Geca e Nilson, o ponta direita Léo, cursando engenharia, Almir que saiu direto pro Vasco ainda garoto, os centroavantes Mauricio Galvão e Maninho, de berço nobre, o meia-esquerda Elcy, filho de Suboficial da Aeronáutica e Mainha de família de banqueiros contratados pelo Palmeiras. E Tonho, funcionário do Bandepe. Fazendo rodízio nesse time, atuavam o estudante de direito Marcelino da Fonte, seu irmão estudante de medicina Carlinhos da Fonte, tido por Laxixa como o maior jogador brasileiro depois de Pelé, e Fernandinho.
Arthur Carvalho, da Federação Nacional e Internacional dos Jornalistas e Associação Nacional e Internacional de Imprensa - ANI.