China e EUA chegam a um acordo sobre uma redução não especificada das tarifas sobre certos "produtos relevantes"
Visita de Trump à China concretizou a criação do "Conselho de Comércio e Investimentos" como canal de comunicação nesses setores entre os dois países
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A China e os Estados Unidos concordaram com uma redução tarifária sobre "produtos relevantes", sem especificar, por enquanto, nem a porcentagem a ser reduzida, nem os produtos ou a data de entrada em vigor, como resultado da cúpula realizada esta semana em Pequim entre o presidente chinês, Xi Jinping, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
A visita de Trump concretizou a criação de um "Conselho de Comércio e Investimentos" como canal de comunicação nesses setores entre os dois países, que concordaram "em princípio, em reduzir as tarifas sobre produtos relevantes que suscitem preocupação", afirmou em coletiva de imprensa neste sábado um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.
Além disso, ambas as partes concordaram com a expansão do comércio bilateral "em áreas que incluem produtos agrícolas, por meio de acordos como reduções tarifárias mútuas sobre uma determinada gama de produtos", novamente sem especificar.
Por fim, chegaram a acordos pertinentes "sobre a compra de aeronaves pela China aos Estados Unidos e a garantia norte-americana do fornecimento de motores e peças de aeronaves à China", de acordo com a declaração do porta-voz, publicada no site do Ministério do Comércio chinês.
Brasil entre China e EUA
As relações entre China e EUA são importantes para o Brasil porque, além de serem os dois principais parceiros comerciais do país, a disputa pelo controle das terras raras pode ser usada por Brasília para extrair ganhos políticos e econômicos das duas superpotências do planeta.
O professor José Luiz Niemeyer avalia que o Brasil pode aproveitar as disputas entre Pequim e Washington por meio de uma posição “passiva estratégica”.
“Cada vez que há mais crise do ponto de vista de fornecimento de produtos entre os EUA e China, o Brasil pode aproveitar para exportar os produtos que estão em litígio entre os dois países, como por exemplo, minerais de terras raras”, afirmou.
Para o analista do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes, o Brasil está no centro da disputa entre EUA e China por conta das terras raras. “O Brasil vai precisar saber se colocar no meio dessa disputa de uma maneira soberana e que acumule para nossos interesses”, defende.