Israel anuncia morte do comandante da unidade de elite do Hezbollah em um bombardeio em Beirute, no Líbano
Israel afirmou que Ahmed Qalib Balut liderava operações da força de elite do Hezbollah no sul do Líbano e em Beirute, capital do país
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O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira, 7, a morte do comandante da Força Raduán, a força de elite do partido-milícia xiita Hezbollah, em um bombardeio perpetrado na quarta-feira contra a capital do Líbano, Beirute, apesar do cessar-fogo acordado em meados de abril e das negociações bilaterais em andamento, mediadas pelos Estados Unidos.
Assim, indicou em um comunicado que Ahmed Qalib Balut morreu em um bombardeio contra a zona de Dahiya e assegurou que o homem "comandou terroristas da Força Raduán e liderou dezenas de planos terroristas contra as Forças de Defesa de Israel (FDI) no sul do Líbano", cenário de uma nova invasão na sequência das hostilidades desencadeadas em 2 de março.
"Como parte de suas funções, ele era responsável pela preparação e alerta na Força Raduán para o combate contra as FDI e o Estado de Israel", assinalou, ao mesmo tempo em que ressaltou que ele também trabalhou para "restaurar as capacidades" dessa unidade, que "opera com financiamento e sob a direção do regime terrorista iraniano".
Israel confirma morte de comandante da Força Raduán
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a "eliminação" de Balut "no coração de Beirute". "É o mesmo terrorista que liderou um plano para conquistar o norte (de Israel). Ele pensou que poderia continuar dirigindo ataques contra nossas forças e comunidades por meio de sua sede terrorista secreta em Beirute", afirmou.
"Provavelmente ele leu na imprensa que tinha imunidade em Beirute. Bem, ele leu e agora não é mais assim", observou Netanyahu, que ressaltou que o Exército israelense "eliminou mais de 200 terroristas do Hezbollah" desde o início do cessar-fogo. "Estamos fazendo o mesmo em Gaza, eliminando células terroristas", argumentou, em referência aos ataques israelenses na Faixa, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
Netanyahu afirmou que “nenhum terrorista tem imunidade”
Netanyahu ressaltou, portanto, que "nenhum terrorista tem imunidade". "Qualquer um que ameace o Estado de Israel pagará o preço. Agradeço aos nossos heróicos combatentes, ao pessoal da Inteligência e à Força Aérea. São os melhores do mundo. Eu os saúdo, o povo de Israel os saúda", concluiu.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As forças israelenses desencadearam uma nova ofensiva em grande escala e uma invasão terrestre do Líbano, com cerca de 2.700 mortos desde então.
Anteriormente, as partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.