Irã ameaça atacar gigantes tecnológicas dos EUA em retaliação a mortes de líderes
A Guarda Revolucionária do Irã listou 18 empresas americanas, incluindo Apple, Google e Meta, como alvos potenciais, acusando-as de cumplicidade
Clique aqui e escute a matéria
Em uma escalada de tensões no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta terça-feira (31), que pretende atacar instalações de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos na região. A ameaça surge como resposta à morte de figuras do alto escalão iraniano em operações de "assassinatos seletivos" ocorridas nas últimas semanas.
De acordo com o comunicado oficial, o governo iraniano estabeleceu um ultimato: a partir das 20h de quarta-feira (1º de abril), no horário local, as unidades de 18 empresas listadas poderão ser destruídas caso novos assassinatos ocorram. Entre as companhias mencionadas como "cúmplices" estão Apple, Google, Meta, Tesla e Boeing.
"Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem imediatamente seus locais de trabalho para preservar as suas vidas", alertou o braço militar iraniano em nota pública.
Contexto do conflito
O anúncio reflete o agravamento das hostilidades no território iraniano. Desde o início do conflito em fevereiro, o país já perdeu mais de dez autoridades de relevância estratégica. Entre as baixas mais significativas estão o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani.
A retaliação mais recente ocorre após a confirmação da morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, ocorrida durante um bombardeio israelense na cidade portuária de Bandar Abbas, no último dia 26 de março. Tangsiri era uma figura central no controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, ponto crucial para o escoamento global de petróleo.
Reação internacional
Embora as empresas visadas ainda não tenham emitido comunicados oficiais sobre a ameaça direta às suas infraestruturas no Oriente Médio, o governo dos Estados Unidos e aliados monitoram a situação. O Irã alega que o suporte tecnológico e de inteligência fornecido por estas corporações é fundamental para a precisão dos ataques sofridos pelo regime de Teerã.
Especialistas em geopolítica indicam que a ameaça a entidades privadas marca uma nova e perigosa fase do confronto, ampliando os riscos para civis e para a estabilidade econômica na região.