Trump afirma que EUA destruíram de 10 navios com minas marítimas nas "últimas horas"
As declarações ocorrem após o mandatário ameaçar o Irã com consequências militares "de um nível nunca visto antes" por conta do Estreito de Ormuz
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (10) que as forças militares americanas destruíram 10 embarcações que seriam usadas para implantar minas marítimas, sem informar onde os ataques aconteceram.
"Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atingimos e destruímos completamente 10 embarcações ou navios inativos usados para a colocação de minas, e mais virão!", disse Trump em publicação na Truth Social.
As declarações ocorrem após o mandatário ameaçar o Irã com consequências militares "de um nível nunca visto antes", caso o país persa se recuse a retirar "imediatamente" os minas explosivas no Estreito de Ormuz, algo ainda não confirmado nem por Teerã nem por Washington.
Trump também editou uma publicação anterior em seu perfil na Truth Social, acrescentando que as forças militares dos EUA estão usando na região do Estreito de Ormuz a mesma tecnologia de mísseis empregados contra embarcações no mar do Caribe, antes da captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.
AJUDA A PETROLEIRO
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta terça-feira que a informação publicada em rede social pelo secretário de Energia, Chris Wright, apontando que a Marinha dos Estados Unidos havia ajudado um petroleiro no Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio feito pelo Irã, é falsa.
"Posso confirmar que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro ou embarcação neste momento, embora, é claro, essa seja uma opção", disse Leavitt a repórteres durante uma coletiva de imprensa.
Leavitt disse que não teve a oportunidade de conversar com o secretário de Energia sobre a publicação enganosa que provocou uma reação nos mercados de energia. Mas ela acrescentou que "a publicação foi retirada rapidamente".
A perspectiva de escoltas militares poderia abrir o Estreito de Ormuz para importantes embarques de petróleo e gás natural, ajudando a reduzir as pressões sobre os preços criadas pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
O Estreito de Ormuz é uma via marítima fundamental para o comércio global de petróleo: por ali circula cerca de 20% do suprimento mundial da commodity. O Irã decidiu fechar o Estreito como parte de sua estratégia de guerra.
Após a publicação de Wright, a Guarda Revolucionária do Irã garantiu que nenhum navio militar americano "ousou" se aproximar do estreito. "Nenhum navio de guerra americano ousou se aproximar do mar de Omã, do Golfo Pérsico ou do Estreito de Ormuz durante este conflito", declarou o porta-voz Ali-Mohammad Naïni.
Consultado pela agência de notícias AFP sobre os motivos da retirada da publicação feita pelo secretário Wright, o Departamento de Energia dos EUA não respondeu.