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Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender amargamente por ataque a fragata

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é "infundada e absurda" a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz

Por Estadão Conteúdo Publicado em 05/03/2026 às 18:46

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos vão se "arrepender amargamente" por terem afundado uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, na véspera.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", afirmou o chanceler, nas redes sociais. "Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram."

Uma operação de resgate lançada pelo Sri Lanka encontrou 32 sobreviventes e 87 corpos no local em que a fragata afundou após ter sido atingida por um torpedo lançado por um submarino americano.

ESTREITO DE ORMUZ

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é "infundada e absurda" a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz e acusou os Estados Unidos de colocar em risco a segurança marítima internacional em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Em publicação no X, a missão iraniana declarou que a afirmação de que o país persa teria fechado o Estreito de Ormuz é infundada e absurda e reiterou que Teerã "permanece comprometido com o direito internacional e com a liberdade de navegação".

A representação iraniana afirmou que, na véspera, a fragata iraniana Dena, que visitava a Índia como "convidada naval" com cerca de 130 marinheiros a bordo, foi atingida e afundada em águas internacionais por um submarino dos EUA, sem aviso prévio.

De acordo com a missão do Irã na ONU, o ataque teria ocorrido a quase 2 mil milhas das costas iranianas e resultou na morte de mais de 100 marinheiros. O comunicado classificou o episódio como um "ataque imprudente" que "viola os princípios fundamentais do direito internacional e da liberdade de navegação".

A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões na região do Golfo após o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Nos últimos dias, autoridades da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) também afirmaram ter "controle total" sobre a passagem e alertaram que embarcações que tentarem cruzar a região poderão ser alvo de ataques.

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