Aéreas do Golfo retomam alguns voos mesmo com caos provocado por ataques EUA-Israel ao Irã
A Emirates informou que também retomaria um número limitado de voos a partir da noite desta segunda, mas não ficou claro o início da operação
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Diversas companhias aéreas internacionais retomaram um pequeno número de voos dos Emirados Árabes Unidos nesta segunda-feira, 23, oferecendo algum alívio aos viajantes afetados pelos fechamentos do espaço aéreo e outras medidas de segurança, enquanto os EUA e Israel bombardeavam o Irã, e o Irã retaliava contra alvos em todo o Oriente Médio.
As companhias aéreas de longa distância Etihad Airways e Emirates, com sede em Abu Dhabi e Dubai, e a companhia aérea de baixo custo FlyDubai, disseram que operariam voos selecionados a partir do país, onde o tráfego aéreo foi suspenso no sábado e os sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones iranianos.
GOVERNO DE DUBAI
O governo de Dubai orientou os passageiros a se dirigirem aos aeroportos somente se recebessem um contato, durante o que classificou como uma "retomada limitada das operações". Mais de 80% dos voos programados de e para Dubai e mais da metade dos voos de e para Abu Dhabi permaneceram cancelados, de acordo com o site de rastreamento de voos FlightAware.
Pelo menos 15 voos da Etihad decolaram do aeroporto de Abu Dhabi na segunda-feira para ajudar na evacuação de passageiros que estavam retidos na cidade, segundo o serviço de rastreamento Flightradar24. Os voos seguiram para diversos destinos, incluindo Islamabad, Paris, Amsterdã, Mumbai, Cairo e Londres. No entanto, os voos comerciais regulares permaneceram cancelados.
A Emirates informou que também retomaria um número limitado de voos a partir da noite desta segunda-feira, mas não ficou imediatamente claro se esses voos já haviam começado. A companhia aérea havia anunciado anteriormente a suspensão dos voos até as 15h, horário local, de terça-feira.
"Estamos dando prioridade aos clientes com reservas feitas mais cedo", afirmou a empresa.
A FlyDubai informou que operará quatro voos partindo da cidade e outros cinco voos chegando na segunda-feira.
SAÍDA DE CIDADÃOS AMERICANOS
O Departamento de Estado dos EUA divulgou nesta segunda-feira um alerta de segurança para que cidadãos americanos deixem vários países do Oriente Médio, devido a riscos crescentes de segurança e possíveis ataques com mísseis e drones na região em meio ao conflito entre EUA e Israel contra o Irã.
"Saiam agora por transportes comerciais devido aos sérios riscos de segurança", diz o alerta do Departamento de Estado, que cita as regiões do Irã, Iraque, Bahrein, Egito, Israel, Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
A pasta também informou que todos os membros da Embaixada dos EUA na Jordânia deixaram temporariamente o complexo na capital Amã devido a uma ameaça.
A evacuação ocorreu após o rei Abdullah II, da Jordânia, receber um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o qual discutiram a escalada regional no Oriente Médio e suas implicações para a segurança global, de acordo com a mídia estatal jordaniana.
Segundo a reportagem, o rei descartou um ataque ao Irã e destacou a necessidade de intensificar os esforços para alcançar uma calma abrangente e sustentável para a região.