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UE pede moderação e segurança nuclear no Oriente Médio, mas França vê "situação de guerra"

Líderes da União Europeia emitiram uma declaração conjunta no sábado pedindo moderação e engajamento na diplomacia regional após ataques ao Irã

Por Agência Estado Publicado em 28/02/2026 às 9:45 | Atualizado em 28/02/2026 às 10:48

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Líderes da União Europeia emitiram uma declaração conjunta no sábado pedindo moderação e engajamento na diplomacia regional na esperança de "garantir a segurança nuclear."

"Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam aumentar ainda mais as tensões ou minar o regime global de não proliferação é de importância crítica", disseram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. "Apelamos a todas as partes para exercerem máxima moderação, proteger os civis e respeitar plenamente o direito internacional."

Ambos disseram que a UE tem se esforçado para resolver questões críticas por meio da diplomacia, mas também tem em vigor "sanções extensivas em resposta às ações do regime assassino do Irã e da Guarda Revolucionária."

Eles disseram que Bruxelas estava trabalhando com as 27 nações membros da UE para apoiar os cidadãos do bloco no Oriente Médio.

Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas anunciou a retirada de alguns funcionários da região, enquanto mantém uma missão marítima no Mar Vermelho e coordena "caminhos diplomáticos" com parceiros árabes. "O regime do Irã matou milhares. Seus programas de mísseis balísticos e nucleares, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global", alertou Kallas.

Separadamente, autoridades da França aconselharam seus cidadãos a "exercer extrema cautela". O país possui bases e presença militar regular no Oriente Médio. "Uma escalada militar está em andamento. Não é o momento para negociações, estamos em situação de guerra", afirmou a integrante do Ministério de Defesa, Alice Rufo, ao canal de televisão France-2.

Questionado se forças francesas estiveram envolvidas, o porta-voz militar da França, coronel Guillaume Vernet, evitou responder diretamente ou detalhar operações na região. "As Forças Armadas francesas continuam a adaptar sua postura a ameaças e a implementar medidas para garantir monitoramento e proteção das nossas instalações", disse, acrescentando que o país tem uma "avaliação independente" da situação. Fonte: Associated Press.

Alemanha faz reunião de emergência sobre ataques

A Alemanha está realizando uma reunião de emergência neste sábado, 28, para discutir a situação no Irã, conforme países europeus se reviram para avaliar a situação e a resposta necessária para proteger cidadãos no Oriente Médio.

Não estava claro nesta manhã se os aliados europeus dos EUA receberam algum aviso prévio sobre os ataques. O governo alemão disse que foi informado sobre os ataques apenas na manhã de sábado. Já a França disse saber que algo aconteceria, mas não quando.O governo alemão disse que estava monitorando a situação no Irã, Israel e na região mais ampla do Oriente Médio após ser informado sobre os ataques israelenses na manhã de sábado.

A equipe de gerenciamento de crises do governo alemão estava programada para se reunir às 8h (de Brasília) para discutir a situação no Irã.O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, já estava consultando ministros responsáveis pela segurança e parceiros europeus.

O governo alemão instou os cidadãos alemães no Irã, Israel e na região mais ampla a se inscreverem no sistema oficial de registro para cidadãos no exterior e seguirem as instruções das autoridades locais sobre as medidas necessárias para sua própria proteção.

A Itália instou os italianos a exercerem o máximo de cautela e seguirem as instruções fornecidas por suas embaixadas na região. O escritório da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse que estaria em contato com os aliados e líderes da região nas próximas horas para "apoiar qualquer iniciativa que possa levar a uma desescalada das tensões."

"A Itália reitera seu apoio à população civil iraniana, que corajosamente continua a exigir respeito por seus direitos civis e políticos", disse o escritório de Meloni.

A Suíça pediu total respeito ao direito internacional e instou "todas as partes a exercerem máxima moderação, proteger os civis e a infraestrutura civil".

Rússia "exige" interrupção de ataques e apela por diplomacia

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou os ataques dos EUA e Israel ao Irã como "um ato premeditado e não provocado de agressão armada contra um Estado-membro soberano e independente da ONU", exigindo a interrupção imediata da campanha militar e o retorno à diplomacia.

Em um comunicado publicado no Telegram neste sábado, 28, o ministério acusou Washington e Tel Aviv de se "esconderem atrás" de preocupações com o programa nuclear iraniano enquanto buscam uma mudança de regime, alertando que os ataques corriam o risco de desencadear uma "catástrofe humanitária, econômica e possivelmente radiológica" na região e acusando os Estados Unidos e Israel de "mergulharem o Oriente Médio em um abismo de escalada descontrolada".

Moscou classificou o bombardeio de instalações nucleares sob as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica como "inaceitável" e afirmou estar pronta para ajudar a mediar uma resolução pacífica, atribuindo total responsabilidade pela escalada aos Estados Unidos e a Israel.

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