Irã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no Brasil
Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque; Exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento
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O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado, 28, o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico "levará todos os inimigos ao arrependimento".
Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque.
"Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país", diz o texto.
A seguir, o comunicado afirma que Irã e Estados Unidos estavam "no curso de um processo diplomático".
"Apesar de estarmos cientes das intenções dos Estados Unidos e do regime sionista de perpetrar nova agressão militar, voltamos a participar de negociações a fim de esgotar os argumentos perante a comunidade internacional e todos os países do mundo, para demonstrar a legitimidade do povo iraniano e evidenciar a ilegitimidade de qualquer pretexto para a agressão", afirma.
O ministério diz que o Irã se orgulha de "ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra".
"Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo", continua. "Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza."
O ministério diz que os ataques violam Carta das Nações Unidas e configuram clara agressão armada contra o Irã, e que a resposta à ação é direito legal e legítimo do país.
Além disso, cita "grave responsabilidade da Organização das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança de agir imediatamente para enfrentar a violação da paz e da segurança internacionais decorrente da agressão militar".
A ação conjunta acontece após semanas de ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.
Em um vídeo de oito minutos divulgado após o anúncio dos ataques militares ao Irã, Trump alertou que Teerã "deve abaixar as armas ou enfrentar uma morte certa".
Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
Príncipe herdeiro do Irã fala em 'intervenção humanitária'
O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, classificou o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel à nação islâmica como uma 'intervenção humanitária'. Os países lançaram mísseis sobre a capital, Teerã, e outras partes do território durante a madrugada deste sábado, 28.
"Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, seu aparato de repressão e sua máquina de matar; não o grande país e nação do Irã", escreveu em uma publicação feita no X neste sábado, 28.
Ainda segundo Pahlavi, o bravo povo do Irã está "muito perto da vitória final".
Na mensagem, Pahlavi se dirige aos militares, policiais e forças de segurança do país, ao presidente Donald Trump e à população iraniana.
O príncipe herdeiro faz um apelo às para que as forças do país se "unam à nação" afirmando que seu "dever é defender o povo, e não um regime que mantém nossa pátria como refém por meio da repressão e do crime". E adverte que, caso isso não aconteça, "vocês afundarão com o navio naufragado de Khamenei e seu regime".
À Trump, Pahlavi pediu ao presidente que as forças "exerçam a máxima cautela para proteger a vida dos civis" afirmando que o povo iraniano é um aliado dos EUA.