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Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido por suspeita de má conduta ligada ao caso Epstein

Irmão do rei Charles III nega envolvimento; investigação tem base em documentos que mostram repasse de informações confidenciais a Epstein

Por JC Publicado em 19/02/2026 às 11:40

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O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19) em Sandringham, Norfolk, sob suspeita de má conduta enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. A detenção está ligada a documentos e fotos recentes que mostram interações do ex-príncipe com o bilionário Jeffrey Epstein.

Prisão e investigação

Andrew foi detido no dia de seu aniversário de 66 anos, em Sandringham, residência que ocupa desde fevereiro de 2022. A polícia britânica informou que abriu investigação sobre possível má conduta em função pública e cumpre mandados de busca em endereços ligados ao ex-príncipe nos condados de Berkshire e Norfolk.

Em nota, a corporação afirmou que "um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, foi preso e permanece sob custódia policial", sem citar explicitamente o nome de Andrew.

Ligação com Jeffrey Epstein

Segundo a BBC, a investigação se baseia em arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, que sugerem que o ex-príncipe teria repassado, em 2010, relatórios confidenciais sobre visitas oficiais a países como Hong Kong, Singapura e Vietnã.

Além dos relatórios confidenciais, ele teria enviado a Epstein fotografias constrangedoras em que aparece com o corpo sobre uma mulher não identificada. O contexto das imagens não foi esclarecido pelas autoridades americanas.

O ex-príncipe, que nega envolvimento com os crimes de Epstein, declarou lamentar a amizade com o financista. Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.

Reação da família real

Em comunicado oficial, o rei Charles III comentou sobre a prisão: "Recebi com profunda preocupação a notícia sobre Andrew Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes. Deixe-me afirmar claramente: a lei tem que seguir seu curso".

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