Mundo | Notícia

Donald Trump formaliza criação do Conselho de Paz

Além dos EUA, alguns dos países já assinaram o documento: Argentina, Hungria, Paraguai, Arábia Saudita, Turquia, Indonésia, Mongólia e Azerbaijão

Por Estadão Conteúdo Publicado em 22/01/2026 às 18:29 | Atualizado em 22/01/2026 às 19:08

Clique aqui e escute a matéria

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o chamado "Conselho de Paz" irá trabalhar com muitos países, além da Organização das Nações Unidas (ONU), e mencionou que sente-se "honrado" em ser presidente da aliança, em discurso realizado nesta quinta-feira (22) em Davos. Em cerimônia, o republicano assinou os documentos que estabelecem formalmente o Conselho de Paz como uma organização.

"A ONU possui um potencial tremendo, mas não o utiliza. O Conselho de Paz não é para os EUA, é para o mundo todo", disse, ao reiterar que sua administração foi responsável por encerrar oito guerras e, em breve, espera resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia. "Estou trabalhando para parar com a matança na Ucrânia", acrescentou.

Confira a lista com os países que farão parte do Conselho da Paz:

Armênia
Arábia Saudita
Argentina
Azerbaijão
Bahrein
Belarus
Bulgária
Catar
Cazaquistão
Egito
Emirados Árabes Unidos
Hungria
Indonésia
Israel
Jordânia
Kosovo
Marrocos
Mongólia
Paquistão
Paraguai
Turquia
Uzbequistão
Vietnã

Em relação a outros focos de instabilidades geopolíticas, Trump mencionou que o conflito em Gaza está quase encerrado e restam "poucos focos de incêndio" para que a guerra na região termine. Segundo ele, haverá muito sucesso em Gaza e está comprometido em assegurar a desmilitarização no local.

Trump convidou diversos chefes de Estado para serem membros. Além disso, um rascunho do estatuto do conselho, obtido por agências de notícias, prevê o pagamento de US$ 1 bilhão para permanecer como integrante do órgão.

Donald Trump será o presidente inaugural. Com amplos poderes, ele terá a palavra final em votações, pode escolher os países que deseja convidar a serem membros e também pode revogar a participação de quem o desagradar.

De acordo com o projeto de estatuto do conselho, quem quiser fazer parte do grupo exercerá mandatos de três anos, mas uma taxa bilionária garante a permanência fixa.

Em comunicado na sexta-feira (16), a Casa Branca divulgou os nomes dos sete nomeados como membros fundadores do conselho. Os escolhidos por Trump foram: o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; o enviado especial dos EUA para a paz na Faixa de Gaza, Steve Witkoff; Jared Kushner, genro de Trump; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; Marc; Rowan, magnata financista americano; Robert Gabriel, fiel colaborador de Trump no Conselho de Segurança Nacional. As responsabilidades de cada membro do conselho ainda não foram divulgadas.

Convidado para integrar o conselho no sábado (17), Lula ainda não aceitou o convite. Fontes do Planalto asseguram que aceitar ou não o convite coloca o presidente brasileiro numa saia justa, podendo desagradar Trump ou contrariar o posicionamento do governo brasileiro sobre as operações de Israel em Gaza. 

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO PALESTINO

Trump ainda detalhou um plano onde prevê a construção de 180 enormes arranha-céus, com intenção turística, em toda a faixa do litoral. O plano também inclui a construção de 100 mil unidades habitacionais em Rafah, que fica ao sul da Faixa, na fronteira com o Egito, tornando a região, segundo o governo norte-americano, um destino turístico, industrial e imobiliário. 

O presidente americano mencionou que é preciso fazer algo em relação ao grupo Hezbollah, sem fornecer detalhes, reiterou que o Irã busca diálogo, mas não pode ter armas nucleares, que o presidente da Síria está realizando "muitos progressos", o que o deixa feliz, e que possui uma ótima relação com líderes da Venezuela.

Por outro lado, ele criticou a falta de comprometimento da Espanha com a meta de gastos para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Hoje, o mundo está mais pacífico do que há um ano. Quando os EUA prosperam, todos prosperam, nenhuma administração conquistou tantas coisas em 12 meses. Temos o exército mais poderoso do mundo", disse, ao reafirmar o desejo de gastos anuais de US$ 1,5 trilhão com defesa nos EUA.

Sobre a economia, ele reforçou que está em expansão e que a inflação foi derrotada. "Nosso país nunca esteve melhor economicamente. Tudo está melhor do que nunca", pontuou.

*Com agências internacionais

Compartilhe

Tags