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Pentágono planeja reduzir participação dos EUA na Otan, diz jornal

Oficialmente, o Pentágono afirma que "reavalia constantemente suas prioridades de defesa para garantir a eficiência dos recursos dos contribuintes"

Por JC Publicado em 20/01/2026 às 21:45

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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) está elaborando planos para reduzir drasticamente a participação e o financiamento do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A informação foi antecipada pela imprensa internacional nesta terça-feira (20), sinalizando uma mudança profunda na estratégia de segurança global da Casa Branca sob a atual gestão.

De acordo com documentos obtidos e fontes próximas ao governo, a proposta prevê não apenas um corte de gastos diretos, mas também uma possível redução do contingente militar norte-americano estacionado na Europa. O objetivo central seria pressionar as nações europeias a assumirem uma fatia maior da responsabilidade financeira e operacional pela defesa do continente.

Pressão sobre aliados

A movimentação ocorre em um momento de tensão diplomática, no qual Washington questiona o cumprimento das metas de investimento em defesa pelos demais membros do bloco. Atualmente, os EUA são responsáveis por cerca de dois terços dos gastos militares totais da aliança, um desequilíbrio que tem sido alvo recorrente de críticas por parte do governo americano.

Analistas indicam que a medida pode incluir cortes no financiamento de infraestruturas da Otan em território europeu. remanejamento de soldados hoje baseados em pontos estratégicos, como a Alemanha e desvio de recursos da defesa europeia para o fortalecimento da presença militar no Indo-Pacífico, visando conter a influência da China.

Reações internacionais

A notícia foi recebida com cautela e preocupação em capitais europeias como Berlim, Paris e Londres. Representantes da Otan ainda não emitiram um comunicado oficial, mas diplomatas alertam que uma retirada parcial dos EUA pode enfraquecer o poder de dissuasão da aliança, especialmente diante da continuidade do conflito na Ucrânia e das tensões com a Rússia.

Se confirmado, o plano representa o maior abalo na estrutura da organização desde a sua fundação, em 1949, colocando em xeque o conceito de defesa coletiva que tem garantido a estabilidade no Atlântico Norte há mais de sete décadas.

Oficialmente, o Pentágono afirma que "reavalia constantemente suas prioridades de defesa para garantir a eficiência dos recursos do contribuinte americano", sem confirmar detalhes sobre prazos ou o volume exato dos cortes previstos.

Espera-se que o tema seja o centro das discussões na próxima cúpula de líderes da Otan, onde os Estados Unidos devem exigir compromissos concretos de aumento de gastos por parte dos aliados em troca da manutenção de sua presença militar.

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