Pós-Maduro: EUA anunciam plano de transição e dizem 'ditar' decisões de Delcy Rodríguez
Secretário Marco Rubio apresentou estratégia nesta quarta. Porta-voz de Trump afirmou que decisões da presidente interina são ditadas por Washington.
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Com informações do Estadão Conteúdo
O governo norte-americano apresentou, nesta quarta-feira (8), um plano oficial de transição para a Venezuela dividido em três etapas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, após reunião com senadores no Capitólio. A estratégia consiste em três pilares sequenciais: estabilização imediata, recuperação econômica e transição para a democracia.
O que chamou a atenção, no entanto, foi a franqueza sobre a atual relação com Caracas. A porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt, afirmou que a Casa Branca exerce "influência máxima" sobre a presidente interina, Delcy Rodríguez.
"Continuamos mantendo estreita coordenação com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América", declarou Leavitt.
O Plano de 3 Fases
Segundo Rubio, a primeira fase (estabilização) inclui o uso estratégico de 50 milhões de barris de petróleo que eram alvo de sanções. A receita da venda desse confisco será revertida, segundo os EUA, para beneficiar o povo venezuelano.
A fase de recuperação visa abrir o mercado para empresas americanas e ocidentais. "Ao mesmo tempo, queremos iniciar o processo de reconciliação nacional, para que as forças de oposição possam ser anistiadas", explicou Rubio, citando a libertação de presos políticos.
Contexto de Pressão
O anúncio diplomático ocorre em paralelo a ações militares. Mais cedo, as forças norte-americanas confirmaram a interceptação de dois navios petroleiros ligados à Venezuela que tentavam furar o bloqueio comercial no Atlântico e no Caribe.
Rubio ressaltou que, embora o envolvimento americano seja intenso agora (apenas quatro dias após a prisão de Nicolás Maduro), a transformação a longo prazo dependerá dos venezuelanos.
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