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China anuncia sanções a empresas e executivos dos EUA por vendas de armas a Taiwan

As sanções incluem congelamento de ativos na China, proibição de transações com entidades chinesas e restrições de visto e entrada no país

Por Estadão Conteúdo Publicado em 26/12/2025 às 17:06

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O governo da China anunciou nesta sexta-feira, 26, sanções contra empresas e altos executivos do setor de defesa dos Estados Unidos, em resposta às recentes vendas de armas americanas para Taiwan. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que seguirá adotando "medidas firmes" para proteger sua soberania.

As sanções incluem congelamento de ativos na China, proibição de transações com entidades chinesas e restrições de visto e entrada no país.

Segundo o texto oficial, Washington anunciou recentemente a venda em larga escala de armas para Taiwan, o que, de acordo com Pequim, "viola gravemente o princípio de uma só China e os três comunicados conjuntos sino-americanos", além de "interferir seriamente nos assuntos internos chineses e prejudicar gravemente a soberania e a integridade territorial do país".

Dentre as 20 empresas sancionadas, estão: a Northrop Grumman (NOC), a L3Harris (LHX) e a divisão da Boeing em St. Louis. A empresa de construção naval Gibbs ? Mitch McDonald, da Teal Drones; Anshuman Roy, da Rhombus Power; Dan Smoot, da Vantor; Aaditya Devarakonda, da Dedrone; Ann Wood, da High Point Aerotechnologies; e Jay Hoflich, da ReconCraft.

Mudanças profundas e complexas no cenário econômico da China

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) avaliou que o país passará por mudanças profundas e complexas nos próximos anos, em um cenário marcado pela coexistência de oportunidades estratégicas e riscos crescentes, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira da China, divulgado nesta sexta-feira, 26.

A autoridade monetária destaca que o ambiente externo tende a permanecer incerto, com fatores difíceis de antecipar, exigindo maior coordenação entre políticas macroeconômicas e financeiras.

Apesar do quadro, o PBoC afirma que os fundamentos de longo prazo da economia chinesa seguem sólidos. O relatório ressalta vantagens estruturais, como o grande mercado doméstico, o sistema industrial completo e a resiliência econômica, fatores que sustentam a trajetória de crescimento no médio e longo prazos, mesmo diante de choques externos.

No documento, o banco central indica que, durante o período do 15º Plano Quinquenal, o sistema financeiro deverá intensificar o foco em estabilidade e prevenção de riscos. Entre as prioridades estão o fortalecimento do arcabouço macroprudencial e a ampliação da coordenação entre políticas monetária, fiscal e regulatória.

O PBoC também reforça que a política monetária continuará considerando como objetivos centrais a estabilidade do crescimento econômico e a recuperação gradual dos preços, buscando manter condições adequadas de liquidez e custos de financiamento em níveis baixos, de forma a apoiar a economia real sem comprometer a estabilidade financeira.

No mercado de câmbio, o relatório reitera o compromisso com o papel decisivo do mercado na formação da taxa de câmbio, com manutenção da flexibilidade do yuan. Segundo o PBoC, a orientação das expectativas seguirá como ferramenta-chave para evitar movimentos excessivos e preservar a estabilidade da moeda em patamares considerados razoáveis e equilibrados.

O BC afirma que seguirá apoiando áreas estratégicas do desenvolvimento econômico e social, ao mesmo tempo em que reforça a linha de defesa contra riscos financeiros sistêmicos, em um contexto de transformações estruturais mais intensas na economia chinesa.

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