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Putin ameaça ampliar ofensiva na Ucrânia se negociações de paz fracassarem

Presidente russo afirmou nesta quarta (17) que prefere a diplomacia, mas prometeu avançar sobre o território ucraniano se não houver acordo.

Por JC Publicado em 17/12/2025 às 17:26

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Com informações do Estadão Conteúdo e AP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, emitiu um alerta contundente nesta quarta-feira (17) a Kiev e seus aliados ocidentais. Em reunião anual com a cúpula militar de Moscou, o líder russo avisou que buscará expandir seus ganhos territoriais na Ucrânia caso as exigências do Kremlin nas negociações de paz sejam rejeitadas.

Putin afirmou que a preferência de Moscou é "eliminar as causas raízes do conflito" pela via diplomática. No entanto, deixou claro que a alternativa militar está na mesa.

"Se o lado oposto e seus patronos estrangeiros se recusarem a engajar em um diálogo substantivo, a Rússia alcançará a libertação de suas terras históricas por meios militares", declarou, referindo-se às regiões ucranianas ocupadas, cuja anexação é considerada ilegal pelo Ocidente.

"Iniciativa estratégica" e novo míssil

Segundo o presidente, o exército russo detém a "iniciativa estratégica" em toda a linha de frente e planeja expandir uma "zona de segurança" (buffer zone) na fronteira. "Nossas tropas são diferentes agora, estão endurecidas pela batalha e não há outro exército assim no mundo agora", gabou-se.

Putin também destacou a modernização do arsenal atômico do país. Ele anunciou que o novo míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares, entrará oficialmente em serviço de combate ainda este mês. O armamento, segundo ele, é impossível de ser interceptado.

Apesar do tom agressivo em relação à Ucrânia, Putin classificou como "mentiras e puro absurdo" as especulações de que a Rússia planejaria atacar outras nações europeias.

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