Número de mortos em tiroteio em praia australiana sobe para 16
Mais cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que um cidadão francês está entre as vítimas do ataque a uma celebração judaica
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O número de mortos no tiroteio ocorrido na praia de Bondi, em Sidney, na Austrália, subiu para 16, segundo confirmou neste domingo (14) o primeiro-ministro do estado de Nova Gales do Sul, Chris Minns.
Quase 40 pessoas seguem hospitalizadas após o ataque, registrado durante celebrações de um feriado judaico. A polícia não informou se o total de vítimas fatais inclui um dos agressores, que foi morto no local.
Mais cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que um cidadão francês está entre as vítimas do ataque. Em mensagem divulgada nas redes sociais, o líder francês manifestou solidariedade ao povo australiano.
“Continuaremos a lutar incansavelmente contra o ódio antissemita, que nos fere a todos, onde quer que ocorra”, declarou Macron.
Centenas de pessoas participavam do evento quando os disparos começaram. Antes do ataque, o ambiente era descrito pelas testemunhas como celebrativo, que foi interrompido por estampidos inicialmente confundidos por fogos de artifício por alguns dos presentes.
Com a aproximação dos dois atiradores, houve correria. As pessoas buscaram se esconder atrás de carros estacionados, dentro de banheiros de restaurantes, em garagens e até mesmo em apartamentos de desconhecidos.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, chamou de um ato de terrorismo antissemita que atingiu o coração da nação. O massacre atingiu uma das praias mais populares e icônicas da Austrália. Um dos atiradores foi morto pela polícia, enquanto o outro está em estado crítico.
Não há registro de brasileiros feridos
O ministério das Relações Exteriores lamentou o ataque durante uma celebração de feriado judaico e disse ter recebido a notícia com "consternação" e informou que não há registros de brasileiros feridos durante o episódio.
"O Brasil reafirma seu enérgico repúdio a todo ato de terrorismo e a quaisquer manifestações de antissemitismo, ódio e intolerância religiosa. Até o momento, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas. O Consulado-Geral do Brasil em Sydney segue monitorando a situação e pode ser acionado", afirmou o Itamaraty em nota divulgada.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), também lamentou o ataque ocorrido neste domingo. Alcolumbre, que é judeu, afirmou ter recebido a notícia com "profunda tristeza e indignação".
"Trata-se de um ato cruel, movido pelo ódio e pelo antissemitismo, que atinge não apenas a comunidade judaica da Austrália, mas fere valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica", declarou, em nota divulgada.
O presidente do Senado e do Congresso manifestou solidariedade às famílias das vítimas e condenou o antissemitismo. "O terrorismo, motivado pelo antissemitismo ou por qualquer outra forma de ódio, é inaceitável. O Congresso Nacional se une às manifestações internacionais de repúdio e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa", declarou.
*Com informações do Estadão Conteúdo