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"Ozempic" para gatos? Especialista explica impacto de possível tratamento para obesidade felina

Com obesidade felina em alta, cientistas estudam análogos de GLP-1 para gatos; veterinária explica desafios e cuidados necessários

Por Isabella Moura Publicado em 09/12/2025 às 16:45

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A obesidade felina, que já atinge níveis preocupantes em diversos países, pode em breve ganhar uma nova forma de tratamento: medicamentos análogos ao GLP-1 — a mesma classe do “Ozempic” usado em humanos. Com testes preliminares sendo conduzidos internacionalmente, cientistas acreditam que essa tecnologia pode abrir caminho para uma abordagem inédita no controle de peso em gatos, uma das espécies mais afetadas pela epidemia de obesidade entre pets.

Para entender o cenário e os riscos da obesidade felina, o JC conversou com a médica veterinária especialista em felinos Orrana Galamba, que explicou os impactos da doença e as expectativas sobre esse possível novo tratamento.

Obesidade entre pets sobe e gatos lideram estatísticas

O cenário global é preocupante. Em 2025, levantamentos internacionais da Royal Canin indicam que cerca de 60% dos cães e gatos estão acima do peso. Entre os fatores que impulsionam essa situação estão sedentarismo, alimentação inadequada e o hábito crescente de oferecer comida humana ou petiscos em excesso.

A Dra. Galamba explica o desequilíbrio: na natureza, gatos caçam pequenas presas várias vezes ao dia. "Hoje, os gatos domiciliados têm livre demanda de alimentos [muitas vezes inadequados], não precisam caçar, comem mais e gastam menos!"

Os riscos da obesidade para os felinos

Para a especialista, a obesidade já é reconhecida como uma doença grave entre gatos. “Assim como nos humanos, a obesidade nos felinos é uma doença inflamatória. Gatos obesos têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa e problemas articulares”, explica a veterinária.

Segundo ela, há sinais que indicam que o animal pode estar acima do peso: acúmulo de gordura no abdômen, dificuldade em sentir as costelas e ganho repentino de peso. "Se o gato é adulto, e ao longo de 6 meses teve ganho de 1 kg ou mais, já é um ponto a se observar."

O primeiro passo após identificar o problema é buscar orientação profissional. “Jamais se deve colocar um gato obeso em dieta sem orientação. Dietas restritivas podem levar à lipidose hepática, uma condição gravíssima”, alerta Galamba.

O que dizem as pesquisas sobre análogos de GLP-1 em gatos

Os medicamentos análogos ao GLP-1 reduzem apetite e aumentam a sensação de saciedade em humanos. Em felinos, estudos internacionais começam a avaliar sua eficácia, mas ainda não há resultados conclusivos.

“A ideia é induzir saciedade também nos gatos. Mas o metabolismo felino é muito particular, então os estudos precisam ser rigorosos”, explica Galamba. Os gatos são o foco inicial por apresentarem altos índices de obesidade e respostas metabólicas específicas.

No Brasil, porém, ainda não existem relatos confiáveis de testes clínicos com análogos de GLP-1 em gatos.

A veterinária faz um alerta importante.“Usar esses medicamentos sem supervisão é extremamente arriscado. Não conhecemos todos os efeitos colaterais, e qualquer intervenção nessa espécie precisa de acompanhamento profissional.”

Apesar das incertezas, a especialista vê potencial nos novos medicamentos. “Acredito que eles podem revolucionar o tratamento da obesidade felina. Mas precisamos de muito cuidado para evitar o uso indiscriminado. Nem todo gato obeso terá indicação.”

Mesmo que o “Ozempic para gatos” se torne realidade, Galamba reforça que a base do tratamento continuará sendo: dieta adequada, exercícios e acompanhamento veterinário.

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