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Área de Proteção Ambiental de Guadalupe completa 29 anos com ação sobre conservação de cavalos-marinhos em Tamandaré

Atividade reuniu estudantes da rede municipal e pesquisadores para discutir preservação da espécie e do habitat em área de proteção no Litoral Sul

Por Ryann Albuquerque Publicado em 24/03/2026 às 10:12

A Área de Proteção Ambiental (APA) de Guadalupe celebrou 29 anos de criação com uma ação de educação ambiental voltada à conservação dos cavalos-marinhos, realizada na Escola Municipal Almirante Tamandaré, em Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco.

A unidade de conservação abrange ainda os municípios de Barreiros, Sirinhaém e Rio Formoso. A programação ocorreu na última sexta-feira (20) e envolveu estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental.

A atividade teve como foco a preservação dos cavalos-marinhos, considerados espécie símbolo da APA. A iniciativa foi promovida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), com apoio de pesquisadoras ligadas ao Projeto Cavalos-Marinhos da APA de Guadalupe, desenvolvido por universidades como a UEPB e a UFRPE.

Durante a ação, os alunos participaram de atividades educativas sobre a importância ecológica da espécie, a preservação dos habitats e as estratégias de monitoramento adotadas na região.

“A ideia foi levar o tema para dentro da escola como forma de estimular a consciência ambiental entre os jovens e reforçar a importância da preservação do território”, afirmou a gestora da APA de Guadalupe, Joany Deodato.

Programação 

A programação também incluiu o 1º Concurso de Histórias em Quadrinhos do projeto, que incentivou os estudantes a aplicar os conhecimentos adquiridos. Os vencedores participaram de uma visita ao estuário do rio Formoso, onde tiveram contato direto com o habitat dos cavalos-marinhos e as principais ameaças à espécie.

No sábado (21), o grupo também esteve na comunidade quilombola do Engenho Siqueira, em Rio Formoso. A atividade incluiu uma vivência com moradores que colaboram com ações de monitoramento e compartilham conhecimentos sobre o ambiente local.

Segundo a pesquisadora da UEPB e coordenadora do projeto, Anna Karolina Borges, a aproximação entre pesquisa científica e educação é essencial para fortalecer a preservação ambiental.

“O projeto atua com pesquisa, monitoramento e sensibilização. Levar esse conteúdo às escolas e aproximar os jovens do campo contribui para ampliar o engajamento na proteção da biodiversidade”, destacou.

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