Audiência pública debate projeto de mineração no Sertão de Pernambuco
Encontro apresentou estudo de impacto ambiental e reuniu moradores, autoridades e representantes de comunidades tradicionais
O projeto de mineração Serrote da Pedra Preta foi debatido em audiência pública realizada nesta quarta-feira (18), no município de Floresta, no Sertão de Pernambuco. O encontro, promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), reuniu representantes da população, Igreja Católica, povos indígenas, quilombolas, estudantes e autoridades locais.
A audiência foi coordenada pelo diretor-presidente da CPRH, José de Anchieta, e aconteceu no auditório Dom Francisco Xavier, no centro da cidade.
Durante a primeira parte do evento, a empresa Ativa Mineração, responsável pelo empreendimento, e a consultoria ambiental Ferreira Rocha apresentaram o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), detalhando as características do projeto, possíveis impactos e medidas mitigadoras e compensatórias.
Também participaram da audiência a vice-prefeita de Floresta, Bia Numeriano, além de representantes do Ministério Público, secretários municipais e vereadores.
O projeto Serrote da Pedra Preta prevê a extração de concentrado de titânio (ilmenita) e minério de ferro com vanádio. O titânio é utilizado principalmente na fabricação de pigmentos, enquanto o ferro com vanádio é empregado na produção de aços especiais, ligas metálicas e baterias. O empreendimento está localizado a cerca de 17 quilômetros do centro da cidade e tem previsão de operação por até 10 anos.
Segunda etapa
Na segunda etapa do encontro, foi aberta a participação popular, com espaço para perguntas, sugestões e manifestações, tanto por escrito quanto por meio de microfone aberto. As principais dúvidas levantadas pelos participantes foram relacionadas à preservação ambiental, aos impactos nas comunidades próximas e ao destino dos rejeitos da mineração.
Segundo José de Anchieta, a audiência pública é uma etapa fundamental do processo de licenciamento ambiental. “É um momento importante para dar transparência ao projeto, ouvir a população e compreender suas percepções e expectativas em relação ao empreendimento”, afirmou.
A CPRH informou que a participação popular continua mesmo após a audiência. Os interessados podem acessar o EIA/RIMA no site oficial do órgão e enviar sugestões ou questionamentos até o dia 28 de março, por meio do e-mail disponibilizado pela agência.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC