Suspeita de tentar comprar recém-nascido é detida no Hospital da Mulher, em Caruaru
Denúncia do Conselho Tutelar levou hospital a acionar protocolos de segurança e chamar a polícia após suspeita de tentativa de adoção ilegal
Com informações do repórter Josival Ricardo
Uma mulher suspeita de tentar comprar ou realizar a adoção ilegal de um recém-nascido foi levada à delegacia após ser identificada no Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A situação foi descoberta após denúncia do Conselho Tutelar, que já acompanhava a gestante envolvida no caso.
Segundo a direção da unidade, a suspeita se apresentava como acompanhante da gestante. O parto aconteceu ainda durante o deslocamento para o hospital, dentro de uma ambulância, e mãe e bebê chegaram juntos à unidade.
“Ela já veio acompanhando a gestante. Foi um parto em trânsito, ou seja, ele aconteceu na ambulância, e já chegou aqui na unidade a mãe com esse recém-nascido e a acompanhante, que é essa possível suspeita dessa adoção ilegal”, explicou a diretora do Hospital da Mulher, Bárbara Florêncio.
De acordo com a diretora, a equipe do hospital foi alertada pelo Conselho Tutelar da cidade, que já monitorava a situação da gestante. Pelas informações repassadas, a mulher que se apresentou como acompanhante já era conhecida do órgão por tentar realizar esse tipo de adoção em outras ocasiões.
Após receber a denúncia, o serviço social da unidade acionou imediatamente os protocolos de segurança e comunicou a polícia.
“O Conselho Tutelar entrou em contato com o serviço social da unidade, que de imediato acionou os protocolos de segurança e informou a polícia para que a gente conseguisse garantir os direitos desse recém-nascido”, afirmou.
Ainda segundo Bárbara Florêncio, o protocolo adotado pelo hospital prevê que a equipe não estabeleça contato direto com a pessoa suspeita, para evitar qualquer possibilidade de fuga.
“O protocolo tem a previsão de que a gente não faça nenhum tipo de comunicação com a suspeita justamente para que não dê a ela alguma chance de fuga. Então a gente de imediato já acionou a polícia, e foi a própria polícia que veio até a unidade e levou a suspeita para a delegacia para prestar os esclarecimentos”, disse.
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A direção do hospital informou que essa foi a primeira vez que a unidade registrou uma situação desse tipo, embora casos semelhantes já tenham sido relatados em outras maternidades.
A gestante e o recém-nascido seguem internados no hospital. O bebê, um menino, ainda precisa de acompanhamento médico antes de receber alta, segundo a unidade de saúde.