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Mais de 1,4 mil moradores de Caruaru vivem em áreas de risco

Levantamento do Serviço Geológico do Brasil aponta sete áreas de risco alto e uma muito alta na cidade, ligadas a inundações e deslizamentos

Por JC Publicado em 09/02/2026 às 9:53

Mais de 1,4 mil pessoas estão expostas a riscos geológicos em Caruaru, no Agreste pernambucano. O levantamento foi feito pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e aponta oito áreas de risco na cidade: sete de risco alto e uma de risco muito alto, associadas a inundações, deslizamentos e queda de blocos.

Áreas críticas na cidade

O estudo identificou que as zonas sujeitas a alagamentos estão principalmente próximas às margens do rio Jaboatão, do rio Mocó e de seus afluentes. Já os riscos de deslizamentos e queda de blocos ocorrem em encostas e taludes de corte em colinas e morros, muitas vezes ocupados de forma irregular.

Os bairros mais afetados são Nova Caruaru, Jardim Boa Vista, Morro do Bom Jesus, Centro, São José e Vila Jacaré. Além dessas, há outras regiões classificadas como de risco médio. O SGB recomenda monitoramento constante dessas áreas.

Em comparação com o último levantamento, de 2012, Caruaru registrou aumento no número de locais de risco. O SGB atribui a mudança à atualização da metodologia, que passou a incluir critérios mais detalhados para avaliar inundações e instabilidade de encostas.

Como reduzir os riscos

O SGB destaca que boa parte dos riscos pode ser minimizada com ações simples de prevenção, como coleta regular de resíduos, limpeza de canais de drenagem e implantação de sistemas de esgoto. Políticas de controle da ocupação do solo também são essenciais para impedir novas construções em áreas vulneráveis.

O levantamento auxilia ainda na definição de recursos públicos para obras de prevenção e dá suporte a políticas habitacionais e de saneamento. Caruaru também conta com a Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais e Inundações e a Carta de Perigo, documentos estratégicos para planejamento urbano.

Contexto em Pernambuco

Em todo o estado, o SGB já mapeou áreas de risco em 115 municípios, envolvendo cerca de 218 mil pessoas em locais de alto ou muito alto risco. Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Igarassu, Ipojuca e Gameleira lideram a lista.

Os estudos fazem parte do Plano Plurianual 2024-2027 e, nacionalmente, já contemplaram 1,8 mil municípios, beneficiando aproximadamente 92 milhões de brasileiros.

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