Especialistas alertam para aumento de doenças respiratórias em crianças no Sertão
Período crítico vai de fevereiro a julho no Nordeste; pediatras reforçam atenção redobrada com bebês e crianças durante volta às aulas e Carnaval
Profissionais do Hospital Dom Malan (HDM) Ismep, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, alertam para o aumento dos casos de doenças respiratórias típicas deste período do ano, especialmente entre crianças. A partir de fevereiro, a região Nordeste passa a registrar, de forma mais precoce, a circulação das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), quadro que pode se estender até meados de julho.
De acordo com a equipe médica da unidade, os primeiros meses do ano concentram a maior demanda por atendimentos no Pronto Socorro Infantil. Fatores como o retorno das aulas e a maior exposição das crianças em ambientes com aglomeração, como festas de Carnaval, contribuem para a disseminação de vírus respiratórios.
Infecções leves podem evoluir
Os especialistas explicam que infecções inicialmente leves, como gripes e resfriados, podem evoluir para quadros mais graves, a exemplo da bronquiolite, sobretudo em bebês e crianças pequenas. A recomendação é que pais e responsáveis fiquem atentos aos primeiros sintomas e procurem atendimento médico diante de sinais de agravamento.
Dados do próprio hospital mostram a dimensão do problema. Em 2025, entre fevereiro e agosto, o Pronto Socorro Infantil do HDM registrou 22.427 atendimentos. Desse total, cerca de 35,2%, aproximadamente oito mil casos, foram relacionados a Infecções de Vias Aéreas Superiores, com pico de registros no mês de maio.
Prevenção é fundamental
Os profissionais de saúde reforçam que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de infecções respiratórias. Entre as principais orientações estão a higienização frequente das mãos, o uso de álcool em gel, a limpeza regular de objetos, a ventilação dos ambientes e a evitação de contato de bebês com pessoas gripadas.
Também é recomendado manter distância de fumaça de cigarro, evitar locais fechados e garantir que o calendário vacinal das crianças esteja atualizado, como forma de proteção adicional contra complicações.
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