Prefeitura de Nazaré da Mata propõe lei para reconhecer o Encontro dos Maracatus, o bordado da gola e o terno do maracatu como patrimônio cultural
O Projeto de Lei nº 01/2026, formulado pela prefeita Adriana Andrade Lima, foi encaminhado à Câmara Municipal Joaquim Nabuco nesta terça-feira (20)
A prefeita de Nazaré da Mata, Adriana Andrade Lima, criou um projeto de lei que tem como objetivo reconhecer o Encontro dos Maracatus, o ofício do bordado da gola de Maracatu e os instrumentos que compõem o terno do Maracatu como Patrimônio Cultural Imaterial do município.
O Projeto de Lei nº 01/2026 foi encaminhado à Câmara Municipal Joaquim Nabuco nesta terça-feira (20).
A prefeita Adriana Andrade Lima afirma que a proposta reafirma o papel do poder público na relação com a cultura popular.
“Esse projeto transforma o maracatu em política pública permanente. Ele protege o Encontro dos Maracatus e valoriza quem borda, quem toca, quem canta e quem ensina. Nosso compromisso é garantir continuidade, respeito e fortalecimento dessa tradição para as próximas gerações”, disse.
Encontro de Maracatus
O Encontro dos Maracatus integra o calendário cultural do Estado e ocorre todos os anos no centro da cidade. As apresentações reúnem agremiações locais e regionais em desfiles e cortejos.
A abertura acontece na segunda-feira de Carnaval e a programação segue até as primeiras horas da quarta-feira de Cinzas. O encontro ocupa o espaço urbano e reafirma a memória coletiva, os vínculos comunitários e a projeção turística do município.
A lei também reconhece o ofício do bordado da gola de Maracatu como um saber tradicional. Na cidade, a prática envolve crianças, adolescentes, jovens, homens e mulheres. O trabalho acontece em casas, ateliês, associações e nos próprios territórios dos maracatus.
O processo é manual e exige tempo, técnica e criação. As golas nascem sobre bases de tecido reforçado, couro ou lona. Recebem aplicações de lantejoulas, miçangas, canutilhos, paetês, pedrarias, fios metálicos e linhas coloridas.
O projeto também reconhece como patrimônio os instrumentos do terno do Maracatu, responsável por sustentar a identidade sonora do cortejo. É a partir do terno que o ritmo, a melodia e o tempo do desfile são definidos, orientando o movimento dos brincantes ao longo da apresentação.