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Carnaval 2026: Operação Lei Seca mantém efetivo do ano passado, mas promete fiscalização 24 horas para combater a mistura álcool e direção na folia

Operação Lei Seca repete estrutura do ano anterior e terá 12 equipes diárias para blitzes nos principais polos do Carnaval e acesso às praias

Por Roberta Soares Publicado em 10/02/2026 às 13:23 | Atualizado em 12/02/2026 às 12:36

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O governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), promete uma fiscalização pesada para flagrar motoristas e motoqueiros que ainda misturam álcool e direção durante o Carnaval 2026 em todo o Estado. Embora a Operação Lei Seca (OLS) esteja com o mesmo efetivo utilizado no ano passado, segundo a SES-PE, o planejamento permitirá que 12 equipes estejam realizando diariamente blitzes no acesso aos principais polos da folia e às praias do litoral pernambucano.

Das 12 equipes, dez serão voltadas exclusivamente para a fiscalização de alcoolemia e trânsito, e duas dedicadas a ações educativas. O foco das blitzes, realizadas em parceria com o Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto (Cepam), é ampliar a segurança viária e reduzir os índices de sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB) provocados pela mistura de álcool e direção durante os dias de folia.

As blitzes da Lei Seca funcionarão de forma integrada com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Militar (PMPE). A presença dos agentes será garantida 24 horas por dia, abrangendo não apenas os polos de folia no Recife e na Região Metropolitana, mas também o interior do Estado. Um dos destaques do cronograma é o dia do Galo da Madrugada, que contará com uma fiscalização ininterrupta de 24 horas.

Além dos centros urbanos, as rotas de acesso às praias dos litorais Norte e Sul terão fiscalização intensificada, devido ao aumento expressivo no fluxo de veículos e turistas no período.

Conscientização e foco na preservação de vidas

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Governo estadual mantém o mesmo efetivo do ano anterior, com 12 equipes diárias atuando 24 horas nos principais polos do Carnaval e rotas de acesso às praias - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Complementando as blitze, equipes educativas formadas por cadeirantes e muletantes — eles próprios vítimas de sinistros de trânsito — estarão presentes nos polos de maior concentração. O trabalho consiste na distribuição de materiais informativos e em diálogos diretos com motoristas para estimular comportamentos seguros.

Segundo o tenente-coronel Hugo Alexandre, coordenador da Operação Lei Seca, a atuação intensiva é essencial, devido ao alto consumo de bebidas alcoólicas durante o Carnaval. “Nosso trabalho, que une fiscalização e educação, tem como principal objetivo proteger vidas, prevenir sinistros de trânsito e conscientizar motoristas e foliões”, destacou o coordenador. 

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