"Oscar exalava brasilidade, garra e determinação", diz Hortência em homenagem durante o CBC & Clubes Expo
Uma semana após o falecimento de Oscar Schmidt, atletas olímpicos reverenciam o legado deixado pelo "mão santa" para o esporte brasileiro
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Uma das principais referências do esporte olímpico brasileiro, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que faleceu há uma semana (17/04), marcou gerações e inspirou inúmeros atletas, inclusive, de outras modalidades. Durante a realização do CBC & Clubes Expo, que faz parte do Fórum Nacional de Formação Esportiva, o “mão santa” recebeu uma homenagem póstuma e teve a sua carreira reverenciada por sua dedicação e amor ao esporte.
“O legado de Oscar para o basquete e para o esporte em geral é indiscutível. Ele representou a camisa da seleção brasileira de uma maneira muito forte… E brigava quando os jogadores que estavam na NBA não vinham defender o Brasil. Ele sempre foi muito autêntico, sempre falou o que queria falar e foi um cara que virou referência. Ele se tornou um farol para a nossa modalidade no mundo inteiro, até mesmo nos EUA, que sempre o respeitou bastante”, falou ‘Magic’ Paula.
Fiel escudeira de Paula nas quadras, a ‘Rainha’ Hortência também ressaltou a importância de Oscar para o esporte brasileiro e o quanto ele a influenciou dentro e fora das quadras de basquete.
“Ele era um cara que exalava brasilidade, garra e determinação. Mas, para mim, o maior exemplo do Oscar não era nem dentro da quadra, era fora dela. Os valores que ele tinha eram muito importante… A questão dos valores familiares, como ele respeitava a família dele, a mulher dele, a Cristina. Ela, sem dúvidas, foi uma das grandes responsáveis para o Oscar se tornar quem se tornou. Tive uma relação muito forte com ele e posso afirmar que foi o cara dos esportes que eu mais levei seus ensinamentos para a minha vida, principalmente essa relação fora das quadras”, lembrou Hortência com carinho.
Também presente no CBC & Clubes Expo, o ex-ala-armador da seleção brasileira de basquete, Guilherme Giovannoni, relembrou que no início de sua carreira, o seu próprio pai mandou ele se espelhar em Oscar Schmidt.
"Oscar sempre foi essa referência do treinamento. Ele sempre dizia que não existia mão santa, e sim mão treinada. Esse treinamento a exaustão fez ele chegar à excelência. Lembro que quando eu tinha 12 ou 13 anos, meu pai disse para mim: quer ser jogador, então faz que nem o Oscar e treina 500 arremessos por dia. Então, era essa a referência que a gente tinha. Eu acho que isso é o seu grande legado que ele nos deixa não só para os atletas de basquete, mas para o esporte em geral. Se quiser vencer como o Oscar venceu é preciso muita dedicação", pontuou Giovannoni.
Referência em outras modalidades
O ex-judoca Rafael Silva, que conquistou três medalhas de bronze nas Olimpíadas de Londres (2012), Rio (2016) e Paris (2024), destacou que a maneira como Oscar Schmidt encarava o esporte se tornou inspiração para todo atleta olímpico.
“Oscar era um atleta que se tornou sinônimo de resiliência, perseverança e entrega ao trabalho. Eu estive com ele algumas vezes e pude perceber que ele era um cara muito intenso, e que levou essa questão do treinamento e dedicação a um nível muito alto. Então, sem dúvidas, é um cara que sempre será uma referência para as novas gerações, mas não só no basquete, mas para todos que apreciam esportes e sonham em se tornar um atleta profissional. A sua partida vai deixar saudades, mas, ao mesmo tempo, nos deixou um legado e muitas lições”, enalteceu Rafael Silva.