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Fenearte abre 26ª edição na expectativa de alcançar recorde de vendas e de público

Investimento do Governo saltou de R$ 7 mi para R$ 16 mi desde 2022, e movimentação da feira triplicou em dois anos, chegando a R$ 163 milhões em 2025

Por Adriana Guarda Publicado em 08/07/2026 às 20:37 | Atualizado em 09/07/2026 às 12:54

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A 26ª Fenearte começou com festa e casa cheia. Nesta quarta-feira (8), às 14h, o pavilhão do Pernambuco Centro de Convenções estava pronto para receber os visitantes.  Com o tema "Seleiros de Pernambuco: Ofício que transforma", a feira terá 12 dias de duração, seguindo até 19 de junho. Quem chegava foi recebido pela Quadrilha Junina Mulambenbes, de Arcoverde (Sertão), que mistura elementos juninos com teatro mambembe em apresentação de pernas de pau. A governadora Raquel Lyra e a vice-governadora Priscila Krause estiveram na abertura. 

Em entrevista na feira, Raquel celebrou o artesanato pernambucano e projetou que esta 26ª edição deverá bater novos recordes. "A gente enche o coração de orgulho de sermos pernambucanos e poder trazer para cá a maior feira de artesanato da América Latina. Eu não tenho dúvida nenhuma de que esta edição vai superar mais uma vez a do ano anterior", disse. Como é tradição, a governadora passou pelos 64 estandes da Alameda dos Mestres cumprimentando pessoalmente cada um dos artesãos.

Jailton Júnior/JC Imagem
A artesã Francisca Xucuru é a segunda mestra da renda renascença na Alameda dos Mestres na Fenearte - Jailton Júnior/JC Imagem

Francisca Xucuru, de Pesqueira, estreou este ano na Alameda dos Mestres, ao lado do estande da mestra da renda renascença Odete. A artesã ocupa o lugar que pertencia ao mestre Roque Santeiro, de Petrolina, referência em esculturas em arte sacra, falecido em fevereiro desde ano. 

"Hoje é meu primeiro dia na Alameda dos Mestres  e estou realizando um sonho de muitos anos. Desde os sete anos faço renda, criei meus filhos do meu trabalho no artesanato e eles também tiraram o sustento deles da renda renascença", diz Francisca. Ela conta que aprendeu a fazer renda com sua tia, Maria José de Jesus e foi repassando a tradição para as novas gerações.    

Ela também pontuou o aumento no investimento na feira nos últimos anos. "Fomos colocando mais recursos, colocando mais incentivo, ampliando o espaço, ultrapassando os muros da própria Fenearte permitindo que o nosso artesanato possa ser divulgado aqui e fora daqui", destacou.

O investimento do Governo do Estado na Fenearte cresceu nos últimos anos. Em 2022, o valor destinado à feira era de R$ 7 milhões. Em 2026, esse montante chegou a R$ 16 milhões, mais que o dobro em quatro anos. Em 2025, a feira movimentou R$ 163 milhões em 12 dias de evento, recebeu mais de 300 mil visitantes e teve aprovação de 99% do público. Em 2023, a movimentação havia sido de R$ 54 milhões, o que significa que o resultado financeiro da feira triplicou em dois anos. Diante desses números, a projeção é superar os R$ 163 milhões de movimentação financeira em 2026. 

"A gente poder ver de como esse povo se inventou e se reinventou ao longo do tempo e aquilo que era utilidade de primeira linha acaba virando arte consagrada", analisa. 

O tema desta Seleiros de Pernambuco: Ofício que transforma atravessa toda a feira, desde a cenografia, passando pela moda e chegando à gastronomia. Painéis, estruturas e elementos decorativos remetem ao trabalho com o couro, ofício tradicional associado à figura do vaqueiro nordestino.

Jailton Júnior/JC Imagem
Produção de artesãos de 24 estados brasileiros está na Fenearte - Jailton Júnior/JC Imagem

Nesta edição, mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores de Pernambuco, de 24 estados do Brasil e de mais de 30 países ocupam os 700 espaços de comercialização, distribuídos em 30 mil metros quadrados de estrutura. A dimensão sustenta o título de maior feira de artesanato da América Latina.

A principal novidade econômica desta edição é a comitiva inédita de dez compradores internacionais, que chega à feira em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). O grupo participa de rodadas de negócios com 40 artesãos selecionados, com potencial de gerar encomendas e levar o artesanato pernambucano a pelo menos dez países.

A feira estará aberta de segunda a sexta-feira, das 14h às 22h, e aos sábados e domingos, das 10h às 22h. Os ingressos para a feira custam R$ 12 (entrada inteira) e R$ 6 (meia-entrada), de segunda a quinta-feira, ou R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia), de sexta a domingo.

 

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