Floresta urbana e frota elétrica marcam avanços ambientais na agenda ASG
Projeto que transformou antigo aterro industrial em área verde no RioMar Recife foi apresentado na COP30 e ganhou troféu Bronze no Prêmio Abrasce 2026
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O capítulo ambiental do Relatório ASG do Grupo JCPM traz dois projetos que se destacam na estratégia da empresa para reduzir seu impacto ambiental: a Floresta Urbana do RioMar Recife e a eletrificação da frota de veículos usada nas operações do grupo. A gestão hídrica aparece como terceira frente, com redução no consumo de água e projetos de reuso em andamento.
A Floresta Urbana nasceu da recuperação de uma área degradada, no entorno do RioMar Recife, que funcionava como aterro industrial. O terreno foi transformado em uma mata de 2,53 hectares que hoje alcança 75% de cobertura vegetal e estoca cerca de 30 toneladas de carbono, segundo levantamento realizado em parceria com o Instituto Bioma Brasil e apresentado na COP30 em 2025. Ao longo de 13 anos, foram plantadas 686 mudas de 64 espécies nativas da Mata Atlântica, formando um corredor ecológico integrado ao manguezal vizinho.
O projeto acaba de receber o troféu Bronze no Prêmio Abrasce 2026, concedido pela Associação Brasileira de Shopping Centers, na categoria Newton Rique de Sustentabilidade, modalidade Impacto Ambiental.
O principal diferencial do projeto é sua permanência, avalia a gerente de sustentabilidade do Grupo JCPM, Thayara Pascoal.
"O impacto ambiental de um projeto desse só se multiplica, ele não retrocede de jeito nenhum", afirma. Mesmo sem espaço para expansão territorial, a área segue ganhando capacidade de captura de carbono à medida que a vegetação se adensa, além de sustentar a biodiversidade local e servir de apoio a comunidades de pesca e coleta de mariscos que dependem da saúde daquele ecossistema.
Frota elétrica
O Grupo JCPM espera chegar a 2027 com 100% de sua frota eletrificada e o ritmo atual indica que a meta pode ser cumprida antes do prazo. No fechamento de 2025, retratado no relatório, 66% dos veículos usados nas operações, entre próprios e terceirizados, já eram elétricos. Em março deste ano, a fatia havia chegado a 84%. "A gente está bem perto dos 100%", diz Thayara.
A escolha por priorizar a frota elétrica tem explicação técnica. O consumo de energia elétrica do grupo já é neutralizado por certificação de fontes renováveis, o que reduz o peso desse item no inventário de emissões. Restava agir sobre as emissões diretas, ligadas a fontes que a empresa controla integralmente, como os veículos usados na operação. Em 2025, a eletrificação representou redução de 10 mil litros no consumo de combustíveis.
Parte do desafio envolveu convencer fornecedores terceirizados de frota a também migrarem para veículos elétricos, com o argumento de que a mudança reduz custos de abastecimento e melhora as condições de trabalho de quem dirige. Os veículos elétricos rodam com menos ruído e vibração, resultando em menor nível de estresse entre os operadores.
Consumo de água
Na gestão hídrica, os sete shoppings administrados diretamente pelo grupo captaram 1.163 megalitros de água em 2025, redução de 3,88% em relação aos 1.210 megalitros registrados no ano anterior. O resultado é atribuído a sistemas integrados à infraestrutura dos empreendimentos, como descargas a vácuo, que reduzem a demanda por água potável, e centrais de água gelada, que diminuem o volume destinado à rede pública de esgoto.
Para os próximos ciclos, o grupo planeja instalar Estações de Produção de Água de Reuso nos empreendimentos, reforçando o compromisso com a circularidade hídrica nas operações.