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Ações da Spacex: saiba como brasileiros podem investir na empresa de Elon Musk

O BDR funciona como um certificado negociado no Brasil que representa valores mobiliários emitidos fora do país e permite a compra de ações

Por JC Publicado em 12/06/2026 às 14:33

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A B3, a bolsa do Brasil, disponibilizou, nesta sexta-feira (12), o BDR (Brazilian Depositary Receipt) da SpaceX. O lançamento do produto no mercado brasileiro acontece simultaneamente à estreia da companhia de Elon Musk em Wall Street, em uma operação que se tornou o maior IPO da história do mercado de capitais americano.

Com a novidade, os investidores locais poderão investir na empresa de tecnologia, inovação e exploração espacial diretamente pelo home broker de suas corretoras, utilizando o código SPCX34. O processo de negociação é idêntico ao de ações brasileiras, ETFs e outros BDRs já disponíveis na bolsa. Uma das principais vantagens do formato é a dispensa de compra de dólares ou de remessas internacionais, uma vez que todo o processo é realizado em território nacional e em reais.

O acesso à companhia de foguetes, satélites e infraestrutura espacial também não exigirá grandes fortunas. Embora a projeção para o preço inicial da ação da SpaceX no IPO americano seja de 135 dólares — o equivalente a cerca de 675 reais —, a estrutura do BDR brasileiro terá uma paridade de 1 para 15. Isso significa que cada ação da empresa no exterior corresponderá a 15 BDRs na B3, permitindo que o investidor adquira uma cota do ativo por um valor estimado entre 50 e 70 reais.

Na prática, o BDR funciona como um certificado negociado no Brasil que representa valores mobiliários emitidos fora do país. O instrumento financeiro é uma alternativa para quem busca dolarizar a carteira e diversificar o portfólio com ativos internacionais sem a necessidade de abrir conta no exterior ou lidar com operações de câmbio. A chegada da SpaceX amplia uma prateleira que já conta com gigantes globais de tecnologia, entretenimento e consumo bem conhecidas do público brasileiro, como Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Meta, Nvidia, Tesla, Netflix, Disney, Coca-Cola e McDonald’s. Esse mercado vem ganhando tração no país: até o final de abril, mais de 1 milhão de investidores já possuíam BDRs em suas carteiras.

Segundo Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, a chegada do ativo no mesmo dia do IPO nos Estados Unidos reforça o papel da instituição em oferecer alternativas de investimento internacional para todos os perfis de investidores locais. O executivo destaca que a iniciativa expande o leque de opções para quem busca diversificação geográfica e exposição a empresas de inovação sem precisar sair do ambiente da bolsa brasileira.

CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO

Apesar da facilidade de acesso, especialistas e a própria B3 alertam que é fundamental compreender as características do produto antes de realizar o investimento. Por estarem atrelados ao mercado externo, os BDRs ficam sujeitos à variação do ativo original, à oscilação cambial do período e à volatilidade dos mercados internacionais — fatores que podem ser ainda mais acentuados em empresas de crescimento e tecnologia. Para auxiliar nesse processo, a bolsa oferece conteúdos gratuitos de educação financeira e cursos explicativos sobre o funcionamento, os tipos de BDRs e os principais pontos de atenção para os investidores.

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