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Pernambuco garante a segunda maior alta industrial do país no acumulado de 2026

No caso pernambucano, o motor desse avanço expressivo tem sido a forte produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis no Estado

Por JC Publicado em 10/06/2026 às 17:38

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O resultado da produção industrial de Pernambuco em abril de 2026 acendeu um sinal de alerta pontual ao registrar recuo de 3,6% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. O desempenho ficou entre os mais negativos do país e situou o estado abaixo da média nacional, que avançou 0,7%. No entanto, o recuo mensal não apaga o horizonte de longo prazo. Nos primeiros quatro meses de 2026, a indústria de Pernambuco atingiu a marca de 19,7% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. O índice ganha ainda mais relevância quando comparado à média nacional acumulada, que ficou em uma modesta alta de 1,7%.

Esse fôlego garante a Pernambuco a posição de vice-líder do crescimento industrial em todo o país, ficando atrás apenas do Espírito Santo, que acumulou 25,3% impulsionado pelo setor extrativista.

No caso pernambucano, o motor desse avanço expressivo tem sido a forte produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis. De acordo com o analista da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional do IBGE, Bernardo Almeida, o recuo isolado de abril reflete os efeitos macroeconômicos de uma política monetária restritiva, com taxas de juros elevadas que freiam investimentos de curto prazo.

Por outro lado, ele pontua que os fundamentos que sustentam o crescimento anual continuam sólidos, impulsionados pela melhora do mercado de trabalho, queda no desemprego e o consequente aumento da massa salarial, fatores que mantêm o consumo e a produção aquecidos.

COMPARATIVO COM OUTROS ESTADOS

A estabilidade de Pernambuco no ano também se destaca frente a realidades bem mais severas de outros estados. Enquanto Pernambuco celebra quase 20% de alta no quadrimestre , o cenário mensal de abril trouxe quedas expressivas para o Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%) e uma retração severa no Rio Grande do Norte, que despencou 13,6% no confronto anual devido a problemas locais na cadeia de combustíveis.

O panorama geral indica que, embora as flutuações mensais exijam atenção, a indústria pernambucana mantém uma trajetória firme e acelerada em 2026. 

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