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Recife tem a 3ª maior alta da cesta básica no país em março, chegando a R$ 654

Alta de 6,97% no terceiro mês do ano coloca a capital entre as maiores do país; tomate dispara e puxa pressão sobre alimentos básicos

Por JC Publicado em 09/04/2026 às 17:16

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O Recife acompanhou a tendência de alta registrada em todo o país e teve, em março, o terceiro maior aumento no custo da cesta básica entre as capitais brasileiras, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) pela Conab e pelo Dieese. A alta foi de 6,97%, ficando atrás apenas de Manaus (7,42%) e Salvador (7,15%).

Na prática, isso significou um aumento de R$ 42 no bolso do recifense, elevando o custo médio da cesta para R$ 654,62. No acumulado do ano, a alta já chega a 9,82%, reforçando um movimento de pressão sobre os alimentos básicos que se repete em todas as 27 capitais pesquisadas.

O avanço dos preços foi puxado principalmente pelo tomate, que disparou 46,31% no mês, e pelo feijão carioca, que subiu 10,91%. Segundo a pesquisa, a alta do tomate está relacionada à menor oferta, após perdas de parte da colheita provocadas pelas chuvas, enquanto o feijão foi pressionado por dificuldades na colheita, redução da área plantada e expectativa de menor produção, fatores que limitaram a oferta no mercado.

Também houve aumentos mais moderados em itens do dia a dia, como banana (1,96%), pão francês (1,34%), leite integral (1,23%) e carne bovina de primeira (1,10%).

Nem todos os alimentos, porém, seguiram essa tendência. O óleo de soja registrou queda de 2,70%, o café em pó recuou 1,72% e o açúcar cristal teve redução de 1,51%, ajudando a amenizar parcialmente o impacto no valor final da cesta.

Mesmo assim, o resultado pesou no orçamento. Em março, um trabalhador do Recife que recebe salário mínimo precisou trabalhar 88 horas e 50 minutos para comprar a cesta básica — quase seis horas a mais do que no mês anterior.

Com isso, o comprometimento da renda líquida chegou a 43,66%, indicando que quase metade do salário é destinada apenas à alimentação básica.

O cenário local reflete um movimento nacional mais amplo. Em março, todas as capitais registraram aumento no custo da cesta básica, em um contexto de menor oferta de alguns alimentos, impacto das chuvas e pressão da demanda sobre itens essenciais.

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