Alckmin: acordo Mercosul-UE deve ser sancionado na próxima semana e entrar em vigor em 60 dias
Segundo o vice-presidente, Brasil precisa reduzir carga tributária, que é alta demais para um país em desenvolvimento, mas que este processo é difícil
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 12, que o acordo Mercosul-União Europeia deve ser sancionado até a semana que vem e entrar em vigor em 60 dias.
A declaração foi realizada durante participação no Congresso de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, em Goiânia, e palestra sobre a reforma tributária.
"A União Europeia, deve ser sancionado o acordo na semana que vem, nos próximos dias. O acordo entra em vigor em 60 dias", afirmou o ministro e vice-presidente.
Segundo ele, o Brasil precisa reduzir a carga tributária, que é alta demais para um país em desenvolvimento, mas que este é um processo difícil, que deve ser feito aos poucos, reduzindo sonegação e simplificando.
Além disso, Alckmin disse que ser necessário investir para agregar valor aos produtos brasileiros, as exportações valerem mais e a economia brasileira crescer.
"Para onde a gente vende valor agregado - avião, carro, moto, motor? Estados Unidos. Estados Unidos é que compra produto de valor agregado", disse Alckmin. "Nós estávamos com 10% mais 40% do imposto de importação, 50% de tarifas para os EUA. Nós saímos de 50% para 10%. A exportação vai crescer e crescer forte", completou.
"Governo tem o dever de desburocratizar e reduzir custos'
Ainda no evento em Goiânia, Geraldo Alckmin afirmou que o governo tem o dever de desburocratizar, simplificar e reduzir custos no Brasil.
"O Brasil é o campeão da burocracia, do selo, do carimbo, do custo maior, da perda de competitividade. Nós precisamos simplificar a eficiência econômica, reduzir custos, fazer mais com menos dinheiro, aliviar a sociedade. Então, a primeira tarefa é de reduzir complexidade tributária", disse o vice-presidente.
Ele afirmou ainda das mudanças na tributária sobre a renda, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R 5.000, e que é preciso corrigir a injustiça dos mais ricos pagarem menos impostos que os trabalhadores.
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