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Desemprego até janeiro fica em 5,4% e renda média do trabalhador atinge recorde

O País registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro, a menor desde 2020, em meio à pandemia

Por Estadão Conteúdo Publicado em 05/03/2026 às 15:58

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O desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%. No trimestre móvel até dezembro, a taxa de desocupação estava em 5,1%.

O total de pessoas em busca de uma vaga no País somou 5,851 milhões no trimestre até janeiro, menor contingente da série histórica comparável, que elimina trimestres com repetição de respostas na amostra.

Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica comparável, 102,671 milhões no trimestre encerrado em janeiro.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.652,00 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado é o mais alto da série histórica, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 370,3 bilhões no trimestre encerrado em janeiro, alta de 7,3% ante igual período do ano passado.

A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 25,108 bilhões no período de um ano, para R$ 370,3 bilhões, uma alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro ante o trimestre terminado em janeiro de 2025.

Na comparação com o trimestre terminado em outubro, a massa de renda real subiu 2,9%, com R$ 10,527 bilhões a mais.

INFORMALIDADE

O País registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro, a menor desde 2020, em meio à pandemia de covid-19. Porém, o resultado desta vez não ocorre por uma expulsão de trabalhadores informais do mercado de trabalho, mas sim porque a composição da qualidade do emprego atualmente é das melhores da série histórica iniciada em 2012.

A avaliação é de Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A menor taxa de informalidade da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi de 36,6%, registrada no trimestre até junho de 2020.

"Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época", frisou a pesquisadora.

Em um trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período aumentou em 116 mil postos de trabalho. Ou seja, o emprego cresceu via formalidade, enquanto o contingente informal diminuiu.

Em um trimestre, na informalidade, houve redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. Por outro lado, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.

A população ocupada atuando na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais encolheu em 240 mil pessoas, queda de 0 6%.

 

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