Pernambuco tem alta de 13% na busca por crédito, em linha com a demanda do Nordeste
Com alta de 13% na demanda por crédito em 2025, Pernambuco ocupou a 5ª posição entre os estados do Nordeste que mais buscaram crédito na região
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Pernambuco registrou crescimento de 13% na procura dos consumidores por crédito em 2025 e ficou na 5ª posição no ranking do Nordeste, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian.
No cenário regional, o maior avanço foi observado em Alagoas, com alta de 17,3%, o melhor desempenho do Nordeste e um dos maiores do país. Em seguida aparecem Piauí (15,4%), Sergipe (14,9%) e Paraíba (14,2%), todos acima do índice pernambucano.
O levantamento mostra que, embora Pernambuco tenha acompanhado a tendência de crescimento registrada em todas as Unidades Federativas, o ritmo foi mais moderado em comparação com parte dos estados vizinhos. Ainda assim, o desempenho do Estado ficou próximo da média nacional, que foi de 14% no acumulado do ano.
No país, os maiores crescimentos foram registrados em Roraima (23,1%), Amazonas (21,6%), Acre (19,7%), Tocantins (19,4%) e Alagoas (17,3%), colocando Norte e Nordeste como as regiões com maior expansão na busca por crédito.
De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack:
“A trajetória da demanda por crédito em 2025 revela um movimento mais disseminado ao longo do ano, com crescimento presente em todas as regiões e faixas de renda. Diferentemente do observado no ciclo de aperto entre 2021 e 2022, quando a elevação da Selic até 13,75% conteve a procura por crédito, o avanço recente ocorre mesmo em um ambiente ainda de juros elevados, como Selic em 15,00% desde junho de 2025. Esse comportamento sugere uma mudança na natureza da demanda, sobretudo entre os consumidores de menor renda, para os quais o crédito tem sido cada vez mais utilizado como instrumento de ajuste financeiro diante da desaceleração da atividade e da pressão sobre o orçamento das famílias.”
Entre os consumidores, os maiores crescimentos na demanda foram observados nas faixas de renda mais baixas. Pessoas com renda de até um salário mínimo ampliaram a busca por crédito em 19,5% no acumulado do ano, enquanto aquelas com renda entre um e dois salários mínimos registraram alta de 19,4%.