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Cesta básica sobe 0,67% em janeiro no Recife, mas segue pesando no orçamento

Mesmo sendo a quarta mais barata entre as capitais, alimentos básicos consomem 40% da renda de quem ganha salário mínimo na Capital pernambucana

Por JC Publicado em 09/02/2026 às 16:00

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A cesta básica do Recife ficou 0,67% mais cara em janeiro, em comparação com dezembro do ano passado. Com o reajuste, o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 600,09 na capital pernambucana, segundo levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Dieese

Apesar da alta, o Recife aparece como a quarta capital com a cesta básica mais barata do país, entre as 27 cidades pesquisadas, ficando atrás apenas de Aracaju, Maceió e Natal. Ainda assim, o valor segue elevado quando comparado à renda da população.

Na comparação com janeiro de 2025, o custo da cesta apresentou leve aumento de 0,23%, indicando estabilidade ao longo do ano, mas sem representar alívio no orçamento das famílias

Em janeiro, cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros no Recife. A maior alta foi registrada na carne bovina de primeira, que subiu 3,10%. Também tiveram aumento a farinha de mandioca (2,69%), o tomate (2,24%), o feijão carioca (1,87%) e o pão francês (1,55%)

Por outro lado, sete itens apresentaram queda nos preços, o que ajudou a conter um aumento maior da cesta. O arroz agulhinha teve a maior redução, com queda de 5,50%, seguido pelo óleo de soja (-4,50%), banana (-3,99%), açúcar cristal (-2,44%), manteiga (-1,99%), leite integral (-1,39%) e café em pó (-0,17%)

Mesmo com um custo inferior ao de muitas capitais, o impacto para quem vive do salário mínimo continua significativo. Em janeiro, um trabalhador do Recife precisou de 81 horas e 26 minutos de trabalho para comprar os alimentos básicos do mês. Isso significa que 40,02% da renda líquida, já descontada a Previdência Social, foi comprometida apenas com alimentação.

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