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Recife tem a quarta maior alta do país e a segunda do Nordeste no preço da cesta básica em 2025

Capital registrou aumento de 1,32% em 2025, puxado por altas no café, na banana e no pão francês, que voltaram a pressionar o orçamento das famílias

Por JC Publicado em 08/01/2026 às 18:43

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O custo da cesta básica no Recife subiu 1,32% em 2025, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab, divulgado nesta quinta-feira (8). O resultado colocou a capital pernambucana como a quarta maior alta entre as capitais do país e como a segunda maior do Nordeste, atrás apenas de Salvador, onde os preços avançaram 4,04% no ano.

No ranking nacional, além de Salvador, apenas Belo Horizonte (2,40%) e Rio de Janeiro (1,57%) tiveram variação superior à do Recife. Capitais como Fortaleza (0,48%) e São Paulo (0,55%) registraram aumentos menores, enquanto em várias cidades houve queda nos preços, como em Brasília (-3,90%), Natal (-3,27%) e Aracaju (-2,63%).

Produtos em alta

Ao longo do ano, a alta no Recife foi puxada principalmente pelo aumento nos preços do café em pó (45,74%), da banana (12,67%), do pão francês (6,14%) e do tomate (4,90%). Também subiram o óleo de soja (4,18%), a carne bovina de primeira (1,47%) e a manteiga (0,37%). Em contrapartida, ajudaram a conter o avanço da cesta as quedas no arroz (-28,52%), no leite (-12,23%), no açúcar (-10,68%) e no feijão (-6,22%).

Mesmo com a alta expressiva, o valor absoluto da cesta no Recife permaneceu entre os mais baixos do país. Em dezembro, o conjunto de alimentos custava R$ 596,10, o que colocou a capital na 24ª posição entre as 27 capitais brasileiras, com a quarta cesta mais barata do Brasil. As cestas mais caras estavam em São Paulo (R$ 845,95), Florianópolis (R$ 801,29) e Rio de Janeiro (R$ 792,06).

Peso no bolso

Ainda assim, o peso sobre o orçamento segue elevado. Em dezembro, o trabalhador no Recife que recebe um salário mínimo precisou comprometer 42,45% da renda líquida para comprar os alimentos básicos e trabalhar 86 horas e 23 minutos para adquiri-los. Em dezembro de 2024, esse tempo era de 91 horas e 40 minutos, indicando alguma melhora ao longo do ano.

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