Pernambuco lidera geração de empregos no Nordeste em novembro e fica entre os três melhores estados do país
Resultado de novembro representa crescimento de 62% em comparação com 2024; no acumulado do ano, avanço foi de 11,5% em relação ao ano passado
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Pernambuco registrou saldo positivo de 8.996 empregos com carteira assinada em novembro de 2025. O resultado, divulgado na última terça-feira (30) pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, colocou o estado na primeira posição do Nordeste e na terceira colocação nacional no ranking mensal de geração de vagas formais.
Com o desempenho de novembro, Pernambuco acumulou 81.687 novos postos de trabalho entre janeiro e novembro de 2025. Na comparação com novembro de 2024, quando haviam sido abertas 5.553 vagas, o resultado mais recente representa crescimento de 62%. Já no acumulado do ano, o avanço foi de 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O saldo positivo de novembro foi puxado principalmente pelo setor de Serviços, responsável por 4.421 vagas, seguido pelo Comércio, com 3.415 postos, Construção, com 2.084, e Indústria, com 552 empregos. A Agropecuária apresentou saldo negativo no mês, comportamento associado à sazonalidade do setor.
No acumulado de 2025, a Construção Civil apresentou o maior crescimento proporcional entre os segmentos da economia, com mais que o dobro de vagas abertas em relação ao mesmo período de 2024. O setor de Serviços segue como principal empregador do estado, enquanto a Indústria também registrou expansão relevante. O Comércio apresentou retração no comparativo anual, e a Agropecuária manteve crescimento no acumulado.
A análise por gênero mostra que, entre janeiro e novembro de 2025, a maior parte das vagas foi ocupada por homens, com crescimento mais acelerado em relação ao ano anterior. Entre as mulheres, o número de postos criados permaneceu em patamar semelhante ao registrado em 2024.
Ao comentar o desempenho do Estado, a governadora Raquel Lyra destacou o posicionamento de Pernambuco no cenário regional e nacional da geração de empregos formais.
“Finalizar o ano na primeira colocação no Nordeste e entre os três estados que mais geraram empregos formais no Brasil não é fruto do acaso, mas sim resultado de ações concretas que asseguram a qualificação profissional para milhares de pernambucanos e da articulação para atrair cada vez mais empreendimentos para o estado”, afirmou.
Melhora no ambiente de negócios
Na avaliação do governo estadual, parte do desempenho está relacionada à melhora do ambiente de negócios e à retomada da confiança do setor produtivo. Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, atribuiu os resultados a mudanças institucionais e ao diálogo com o setor empresarial.
“A gente adotou uma estratégia primeiro de retomar a confiança do setor empresarial no poder público. Fizemos ajustes no regramento fiscal, trouxemos o setor empresarial para a mesa de diálogo e mudamos regras que eram ruins para o empresário ou que já tinham sido ajustadas em todo o Brasil, menos em Pernambuco. Principalmente, a gente deu ao empresário um canal de diálogo em que ele possa confiar no poder público”, afirmou.
Segundo o secretário, investimentos em infraestrutura contribuíram para criar condições mais favoráveis à atração de empreendimentos e à ampliação do emprego formal, especialmente em setores industriais e logísticos.
“Dragamos o canal externo e o canal interno do Porto de Suape, estamos construindo o Arco Metropolitano e realizando o maior ciclo de investimentos em abastecimento de água da história de Pernambuco. Temos polos industriais importantes e indústrias intensivas no uso da água. O somatório dessas ações começa a gerar esses resultados”, disse.
Sobre o desafio da informalidade, que permanece elevado em Pernambuco e no Nordeste, Cavalcanti afirmou que o foco tem sido ampliar a qualificação profissional e a intermediação de mão de obra local para atender à demanda dos novos empreendimentos.
“A nossa secretaria tem ofertado, nas casas de emprego, acesso a cursos de formação e feito a ponte entre grandes empreendimentos e os trabalhadores locais. A gente quer que o emprego formal de Pernambuco fique com os pernambucanos”, concluiu.