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Projetos estratégicos da Sudene demandam R$ 9 bilhões para o Nordeste

O levantamento da Chamada Nordeste revela que 88% das propostas vieram de pequenas e médias empresas, e 73% envolvem cooperação com ICTs

Por JC Publicado em 22/10/2025 às 16:38 | Atualizado em 22/10/2025 às 16:38

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A carteira de projetos estratégicos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), elaborada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), requer um investimento total de R$ 9 bilhões para sua execução. A informação foi divulgada na terça-feira, em reunião do Comitê Regional de Instituições Financeiras Federais (Coriff), na sede da Autarquia.

O Plano abrange 79 projetos estruturantes distribuídos nos 11 estados da área de atuação da Sudene. Desse total, a grande maioria (65 empreendimentos) possui valores que variam entre R$ 2 milhões e R$ 1 bilhão, cobrindo áreas essenciais como abastecimento d’água, telecomunicações, saúde pública e energia elétrica. A carteira inclui ainda oito projetos de grande porte, com demandas superiores a R$ 1 bilhão, e seis projetos de pequeno porte, orçados em cerca de R$ 2 milhões.

Segundo a Sudene, cerca de R$ 5 bilhões do investimento total podem ser direcionados a concessões públicas.

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou a importância do apoio do Coriff para a viabilização dos empreendimentos. "Vamos refinar ainda mais a carteira e contar com apoio do Coriff para estabelecer as linhas de financiamento possíveis mais adequadas a cada um deles e a indicação de parcerias técnicas para a estrutura dos projetos que ainda estão em fase inicial”, afirmou.

A atualização da carteira de projetos é um trabalho conjunto da Sudene com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a consultoria Pezco, que visa o desenvolvimento de metodologias de monitoramento e a criação de um portal para acompanhamento em tempo real dos indicadores de desempenho.

Chamada Nordeste 

A reunião do Coriff, que contou com a participação de representantes do BNDES, BNB, Finep, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Consórcio Nordeste, também detalhou o andamento da "Chamada Nordeste", uma iniciativa estratégica focada em inovação, cujo resultado será divulgado até 28 de novembro.

A ação mobilizou 246 empresas e gerou uma demanda bruta de R$ 128 bilhões em projetos. Maria Fernanda Coelho, diretora do BNDES, ressaltou o sucesso da articulação. “Tivemos propostas apresentadas nos cinco eixos da nova política industrial do País, o que demonstra a enorme capacidade de projetos que o Nordeste tem. Essa chamada nos anima bastante para demonstrar que juntas essas instituições financeiras poderão, cada vez mais, alavancar e estruturar investimentos para a região Nordeste”, disse.

O levantamento da Chamada Nordeste revela que 88% das propostas vieram de pequenas e médias empresas, e 73% envolvem cooperação com instituições científicas e tecnológicas (ICTs). Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação da Finep, celebrou os resultados, que demonstram “o potencial do Nordeste como polo de inovação”. A experiência da Chamada será utilizada como base para novos editais regionais do programa Mais Inovação, previsto para novembro.

Infraestrutura turística e meio ambiente

Outros temas de destaque no encontro incluíram o programa "Caatinga Viva" (BNB e BNDES) e os avanços do Inovacred (Finep). A infraestrutura turística, uma prioridade para os governadores do Consórcio Nordeste, foi amplamente debatida. Segundo o Consórcio, há uma demanda reprimida de R$ 18 bilhões na Região, que poderia gerar 150 mil empregos.

Pedro Henrique Lima, subsecretário de Programa do Consórcio Nordeste, alertou que os desembolsos de crédito para o setor não estão acompanhando o atual momento de crescimento. “Nós precisamos avançar, atraindo investimentos e oportunidade de renda para nossa população”, destacou. Em resposta, foi decidida a criação de um grupo de trabalho no âmbito do Coriff para desenvolver estratégias e ações que impulsionem o investimento em turismo.

 
 

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