ENERGIA SOLAR | Notícia

Absolar pede para governo manter leilão de baterias depois de cancelar leilão de reserva

A entidade explica que, enquanto é debatido novo modelo para o leilão de reserva de capacidade, os sistemas de armazenamento podem avançar

Por Estadão Conteúdo Publicado em 04/04/2025 às 17:15

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) defendeu nesta sexta-feira (4) que apesar de ter cancelado o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), o governo mantenha o cronograma do certame específico de baterias para armazenamento energético, previsto para novembro deste ano.

A entidade explica que, enquanto o Ministério de Minas e Energia e os demais órgãos do governo debatem um novo modelo para o leilão de reserva de capacidade - que tem sido alvo de disputas judiciais -, os sistemas de armazenamento já podem avançar no País, "justamente para atender as necessidades de curto prazo do setor elétrico, sobretudo das fontes renováveis, bem como para impulsionar a transição energética", destacou a Absolar em nota.

OPORTUNIDADE

"Não podemos perder esta oportunidade estratégica, ainda mais em ano de COP30 no Brasil. A inclusão de baterias no sistema elétrico brasileiro representa um avanço significativo para a segurança energética do País, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma matriz energética mais limpa e flexível", disse o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia.

RESERVA DE ENERGIA

Para ele, a tecnologia de armazenamento de energia elétrica está madura e o setor elétrico está pronto para a realização do leilão de armazenamento ainda em 2025. Com os sistemas de armazenamento, a entidade acredita que o Brasil poderá ingressar em um novo patamar de modernização do setor elétrico, incentivando o uso de tecnologias de ponta para garantir a segurança do fornecimento e viabilizar o uso de mais fontes renováveis no médio prazo.

"O armazenamento energético é um pilar essencial na descarbonização da matriz elétrica, como já ocorre em países como China, Estados Unidos, Austrália, Chile, Reino Unido e Alemanha, entre outros. Aqui no Brasil, traria ainda mais flexibilidade sistêmica e reduziria significativamente as restrições operativas, atendendo de forma ágil as solicitações do operador do sistema e contribuindo na redução dos custos associados à operação", acrescentou Sauaia.