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ONU, G7 e outras entidades se reúnem neste domingo para discutir ataque do Irã contra Israel

Investida iraniana contra território israelense contou com mais de 300 mísseis e drones

Por Rodrigo Fernandes Publicado em 14/04/2024 às 10:45

Diversas entidades e blocos geopolíticos se reunião neste domingo (14) para discutir o ataque do Irã a Israel, ocorrido no último sábado. A investida, uma retaliação ao bombardeio israelense sobre o consulado iraniano na Síria, aumentou a tensão na região do Oriente Médio.

Estão previstas reuniões:

  • do Gabinete de Guerra de Israel, ainda pela manhã;
  • de líderes do G7, os países mais industrializados do mundo, no início da tarde;
  • do Conselho de Segurança da ONU, no fim da tarde, após convocação de reunião de emergência;
  • e dos ministros de Relações Exteriores dos países da União Europeia.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu de última hora com sua equipe de segurança nacional na Casa branca para tratar do ataque iraniano. Após falar por telefone com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, Biden afirmou que iria convocar uma reunião do G7 para lidar com o assunto.

Na noite de ontem, o governo brasileiro emitiu uma nota manifestando "grave preocupação" com a investida iraniana sobre Israel, ocorrida no último sábado (13).

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na noite de ontem afirmando que a ação exige que a comunidade internacional mobilize esforços para evitar uma escalada no conflito.

No texto, o governo brasileiro também pede que não sejam realizadas viagens não essenciais a regiões envolvidas no conflito no Oriente Médio.

Ataque do Irã a Israel

Israel foi alvo de um ataque inédito do Irã no final da tarde do último sábado (13), considerando o horário de Brasília. Agências internacionais dão conta de que mais de 300 artefatos foram lançados contra o território israelense, incluindo drones e mísseis.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que conseguiram interceptar 99% dos artefatos lançados. Entretanto, a mídia iraniana diz que que os projéteis conseguiram furar o bloqueio de segurança israelense.

O ataque do Irã é uma resposta ao ataque sofrido pelo consulado iraniano em Damasco, na Síria, bombardeado em 1º de abril. Sete pessoas da Guarda Revolucionária Iraniana e seis cidadãos sírios morrera. Na ocasião, o Irã responsabilizou Israel pela investida e prometeu retaliação.

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