Júnior Tércio e Dani Portela divergem sobre regulação das redes sociais
Regulação das redes sociais foi pauta da plenária da Alepe na última quinta-feira

A regulação das redes sociais, discussão a nível nacional, foi pauta na plenária da Alepe na última quinta-feira (9) e virou motivo de discordância entre parlamentares de espectros políticos divergentes.
O assunto veio à tona em pronunciamento do Pastor Júnior Tércio (PP). Na Reunião Plenária, ele explanou um relatório produzido pela agência .MAP e publicado pela Folha de São Paulo que mostrou que perfis de direita teriam conquistado 30,7% de engajamento nas redes no mês de fevereiro.
Deste total, segundo o apontamento, 87% das páginas se posicionavam como bolsonaristas, resultando em mais de 3 milhões de publicações com menções a Bolsonaro.
Tércio classificou como censura uma possível regulamentação das mídias por parte do Governo Federal, afirmando que "isso prejudicaria as conquistas constitucionais e a liberdade de expressão do povo".
"Deixo aqui o sentimento de preocupação, mas, louvado seja Deus, temos maioria no Congresso. Nossos representantes não vão deixar que seja exercido o controle sobre as redes sociais”, afirmou o deputado.
Dani Portela discordou
Dani Portela (PSOL), líder da oposição, discordou do progressista afirmando que "a Constituição de 1988 prevê que meios de comunicação sejam regulamentados”.
“Tratar a regulamentação como censura é deixar o debate superficial. Existe uma norma da década de 1960 que está desatualizada diante das mudanças trazidas pela internet. Regulamentar é criar regras que estejam de acordo com a Constituição Federal, a qual prevê, por exemplo, a vedação de oligopólios dos meios de comunicação”, comentou.
"O argumento da liberdade de expressão não pode ser usado para ferir nossa democracia”, completou.
João Paulo (PT), seguiu Dani e retrucou o pronunciamento de Júnior Tércio. “Os ataques à democracia e a defesa da tortura, da fome, da miséria e da mentira não podem ser considerados exercício da liberdade”, argumentou.
Deixa disso
O deputado Pastor Cleiton Collins (PP) se juntou à turma do deixa disso e se opôs ao debate. "Bolsonaro já perdeu a eleição. É hora de descer do palanque e discutir Pernambuco", comentou.
Doriel Barros, do PT, discordou de Collins. “É fundamental que a gente repercuta a realidade do nosso País e os problemas que nossa população vivencia em razão das omissões do governo anterior”, disse.