Eddie revisita origens e aposta em sonoridade latina no álbum "Noturna"
Ao longo de 11 faixas, banda combina referências sonoras que remetem aos primeiros anos da carreira com a maturidade de quase quatro décadas
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Do encontro entre o frevo e o cavalo-marinho pernambucanos com a cumbia colombiana, a salsa cubana e outros ritmos latino-americanos nasceu "Noturna", o novo álbum da Banda Eddie.
Disponível nas plataformas de streaming desde o último domingo (2), o disco é o 11º do grupo e reafirma uma característica que acompanha seus 37 anos de trajetória: a capacidade de reinventar a cultura popular pernambucana sem perder a identidade.
Ao longo de 11 faixas, a banda combina referências sonoras que remetem aos primeiros anos da carreira com a maturidade de quase quatro décadas.
“Nesse disco, a gente traz umas coisas lá do começo: é como se fosse uma volta a essa época, as estruturas das canções são as mesmas, mas com essa nova formação. A ideia musical é buscar uma coisa nova”, afirmou Fábio Trummer, vocalista e guitarrista da banda, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Autor de dez das onze composições, Trummer explica que o álbum incorpora elementos musicais de diferentes países latino-americanos, como Peru, México e Colômbia. As influências aparecem tanto nas melodias quanto nos timbres e instrumentos utilizados.
"Esse reconhecimento da cultura latina, às vezes, está no timbre, no instrumento ou no tipo de melodia", explica.
Embora o bolero sirva como base da composição melódica e da estrutura das canções, a Eddie evita se prender a um único gênero. O disco atravessa diferentes ritmos e linguagens.
"A gente precisa ir mudando os direcionamentos que está seguindo, porque, senão, fica engessado", pontua Trummer.
Literatura, cinema e “crise criativa”
A produção de “Noturna” durou menos de um ano. Durante esse período, Fábio passou pelo que chama de “crise pré-criação”. “Toda vez que eu vou escrever, tem que entrar no estado de espírito afetivo, angustiante. É jogar coisas para dentro para a hora que vai fazer a música”.
O músico também mergulhou em leituras sobre antropologia e linguagem e teve o cinema como importante fonte de inspiração para as composições.
O resultado é um álbum que transita entre um bolero psicodélico marcado por teclados e sintetizadores, pelo caboclinho do carnaval pernambucano, pela cumbia, por releituras do reggae e pelos metais característicos do rock da Eddie.
Na avaliação do vocalista, "Noturna" dialoga com um dos discos mais emblemáticos da carreira do grupo, lançado em 2003.
“Ficou com a cara do Eddie Original Olinda Style mais maduro”.
Após o lançamento, a banda inicia a turnê de divulgação do álbum, com apresentações já confirmadas no Recife, Caruaru, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal e Maceió.
Turnê Noturna
13 e 14/08 - São Paulo (Sesc 14 Bis)
29/08 - Caruaru (Festival Pernambuco Meu País)
12/09 - Brasília (Festival Jurema Dança)
19/09 - Belo Horizonte (Autêntica)
17/10 - Rio de Janeiro (Circo Voador)
12/11 - Natal
14/11 - Recife (Teatro do Parque)
26/11 - Maceió (Rex Bar)