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Sessão gratuita em frente ao Cine Olinda cobra reabertura do espaço, fechado há mais de 40 anos

CineRua exibe dois filmes neste sábado (1º) e chama atenção para o abandono do prédio centenário e para as sucessivas promessas de revitalização

Por Laís Nascimento Publicado em 31/07/2026 às 12:46

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Uma sessão gratuita de cinema ao ar livre transformará a frente do Cine Olinda em sala de exibição neste sábado (1º). A iniciativa do Cineclube CineRua ocupará o espaço em frente ao prédio centenário, fechado há mais de quatro décadas, para cobrar sua reabertura e chamar atenção para a preservação dos cinemas de rua em Pernambuco.

A programação começa às 18h, na Avenida Sigismundo Gonçalves, no bairro do Carmo, e reúne os filmes “Esse Cinema Não Possui Saídas de Emergência”, dirigido por Mia Aragão, e “Onde Começa um Rio”, de Julia Karam, Maiara Mascarenhas, Maria Cardozo e Pedro Severien.

O Cineclube CineRua é uma iniciativa do coletivo CineRuaPE, criado para defender a preservação, a memória e a reativação dos cinemas de rua pernambucanos.

Em 2026, o projeto também realiza atividades em cidades que abrigam importantes salas atualmente fechadas, como o Cine Polytheama, em Goiana; o Cine Iracema, em Vitória de Santo Antão; o Cine Rio Branco, em Arcoverde; o Cine AIP, no Recife; além do Cine Olinda.

Inaugurado em 1911, o Cine Olinda é um dos mais antigos cinemas de Pernambuco. Localizado ao lado da Praça João Pessoa, o imóvel encontra-se em estado de abandono e já permaneceu mais tempo fechado do que em funcionamento ao longo de sua história.

A reabertura do espaço tem sido alvo de sucessivas promessas e impasses, sem que um cronograma para o início das obras seja efetivamente cumprido.

Promessas de reabertura do Cine Olinda

Em nota, a Prefeitura de Olinda informou que está em tratativas com a empresa vencedora do processo licitatório para revitalizar o Cine Olinda. De acordo com a gestão municipal, em 23 de julho foi realizado o levantamento técnico em campo para subsidiar a elaboração dos projetos complementares executivos de arquitetura e engenharia do equipamento.

Concluída essa fase, o município afirma que buscará recursos junto aos governos estadual e federal e a instituições financiadoras. Somente após a captação desses investimentos será aberta uma nova licitação para executar as obras de reforma.

“A Prefeitura de Olinda segue trabalhando para viabilizar a recuperação de um dos mais importantes equipamentos culturais da cidade, cumprindo as etapas técnicas indispensáveis para que a intervenção ocorra com segurança, qualidade e responsabilidade”, diz o texto.

Nas eleições de 2024, a prefeita Mirella Almeida prometeu implementar o Espaço Cultural Cine Olinda, em parceria com os governos estadual e federal.

Um convênio anunciado em 2022 entre o governo estadual e a prefeitura previa reformas orçadas em cerca de R$ 1,9 milhão, mas os cronogramas não foram cumpridos e o projeto passou por constantes paralisações e reavaliações burocráticas.

Na ocasião, o então governador Paulo Câmara afirmou que os recursos seriam do Governo de Pernambuco e o município executaria as obras. "Os recursos já serão repassados e a prefeitura terá um prazo para contratar a empresa especializada para os serviços e vai entregar o equipamento funcionando. O Cine Olinda é um espaço cultural importantíssimo, que será de grande serventia tanto nas atividades culturais, como no entretenimento da população", disse.

Já o então prefeito de Olinda Professor Lupércio afirmou que as obras seriam realizadas o "mais rápido possível". "Sabemos a importância de um cinema, principalmente este, que é centenário e, infelizmente, estava parado há 40 anos em um ponto tão estratégico da cidade. Vamos fazer essas obras o mais rápido possível, para que possamos entregá-lo não só aos olindenses, mas a todos os pernambucanos", apontou

Serviço

Cineclube CineRua
Data: sábado, 1º de agosto
Horário: 18h
Local: Avenida Sigismundo Gonçalves, s/n, ao lado da Praça João Pessoa – Carmo
Gratuito
Filmes: “Esse Cinema Não Possui Saídas de Emergência” (2024), de Mia Aragão, e “Onde Começa um Rio” (2017), de Julia Karam, Maiara Mascarenhas, Maria Cardozo e Pedro Severien

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Laís Nascimento

laisnascimento@jc.com.br

Jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é repórter de cidades e urbanismo.